Brasil passará a prever incidência de raios

O sistema instalado no Inpe permite que os meteorologistas consigam realizar previsão com apenas 24 horas de antecedência

por Encontro Digital 05/09/2015 09:49

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De acordo com o Inpe, por ano, ocorrem 120 mortes no Brasil em decorrência de descargas elétricas das nuvens (foto: Pixabay)
Um serviço inédito de previsão de raios foi lançado  na sexta, dia 4 de agosto, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos, São Paulo, durante cerimônia de comemoração dos 54 anos do intituto. O sistema permite prever a incidência de descargas atmosféricas com 24 horas de antecedência.

De acordo com o Inpe, a partir do próximo verão as informações do sistema estarão disponíveis para os veículos de comunicação, como já ocorre com a previsão do tempo.

O sistema foi desenvolvido por uma equipe multidisciplinar de físicos, matemáticos, geógrafos, engenheiros e técnicos de computação do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT), vincualdo ao Inpe. O coordenador do ELAT, Osmar Pinto Junior, informou que o objetivo do serviço é evitar mortes e acidentes causados por raios.

“Hoje temos cerca de 120 mortes por ano e 500 pessoas feridas, ou seja, 620 pessoas são atingidas por ano no Brasil. A proposta é que a divulgação da previsão permita que as pessoas se organizem para evitar acidentes.”

O Brasil é o país com maior incidência de raios no mundo. “São entre 50 e 60 milhões de descargas por ano, com maior volume no verão”, diz Osmar. Segundo ele, todas as regiões do país têm áreas com alta incidência de raios, como a parte oeste dos estados da Região Sul e a área da Grande São Paulo, no Sudeste, e o estado do Piauí, no Nordeste.

O coordenador do ELAT acrescentou que a previsão funciona a partir de programas de computador que medem dados que indicam o comportamento atmosférico. “É um processo parecido com o da previsão do tempo. Nesse caso, identificamos as variáveis que influenciam a formação dos raios.”

Para saber onde ocorrerão raios, o sistema compara informações da Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas sobre vento, temperatura, umidade e concentração de gelo em diferentes alturas na atmosfera, dentro das nuvens e no solo.

(com Agência Brasil)

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