Cama desarrumada faz bem à saúde, diz estudo inglês

Cientistas ingleses descobrem que os ácaros conseguem sobreviver mais numa cama que está com colcha e lençol arrumados, sabia?

por João Paulo Martins 11/09/2015 13:14

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Os ácaros têm menos de um milímetro de comprimento e adoram viver em nossas camas, onde encontram comida abundante e umidade (foto: Pixabay)
Quantas crianças não recebem bronca dos pais porque deixaram a cama desarrumada? Se depender de um estudo recente feito no Reino Unido, isso não será mais comum. Uma pesquisa liderada por Stephen Pretlove, da Escola de Arquitetura da Universidade Kingston, próxima a Londres, está analisando até que ponto a desordem no quarto de dormir afeta nossa saúde. Os cientistas chegaram a um modelo computacional mostrando que a "desarrumação" faz bem.

Segundo Pretlove, existem mais de 1,5 milhão de ácaros vivendo numa cama. Eles são parentes dos carrapatos e têm menos de um milímetro de comprimento, não podendo ser vistos a olho nu. Como sobrevivem comendo restos de pele humana, adoram compartilhar lençóis, travesseiros e colchas conosco. O problema é que esse microscópicos seres são responsáveis pela asma e por grande parte das alergias que nos afetam.

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Segundo o modelo computacional gerado pelos pesquisadores ingleses, a cama desarrumada pode matar os ácaros por desidratação (foto: Pixabay)


A cama arrumada, segundo a pesquisa inglesa, que, além da Universidade Kingston, está sendo realizada também pela Universidade Escola de Londres, Universidade de Cambridge e pela Escola Real de Agricultura, é um ambiente propício para o ácaro, por prover comida e umidade. "Nós sabemos que os ácaros só podem sobreviver retirando a água da atmosfera e, para isso, utilizam pequenas glândulas que ficam na parte externa do corpo. Algo simples como deixar a cama desarrumada durante o dia pode remover a umidade das colchas e lençóis, o que leva à morte dos ácaros por desidratação", explica Stephen Pretlove, em matéria publicada na própria universidade inglesa.

O próximo passo da pesquisa é testar o comportamento dos ácaros em 36 casas escolhidas em pontos diferentes do Reino Unido, e por meio do modelo computacional que criaram, saber como esses animais reagem a diferentes rotinas e estruturas, levando em conta o calor, a ventilação e a insolação. "As descobertas ajudarão arquitetos a criarem lares mais saudáveis, levando em conta o bem-estar das pessoas, e produzindo ambientes insalubres para os ácaros", completa Pretlove.

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