Uso excessivo de redes sociais por adolescentes gera ansiedade e depressão

O estudo britânico analisou o perfil de jovens que passam horas no Facebook e no Twitter, e descobriu que esse uso das redes sociais também está ligado à baixa autoestima e a problemas de sono

por João Paulo Martins 16/09/2015 12:08

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Pixabay e Internet/Reprodução
Segundo estudo britânico, o uso excessivo do Facebook e do Twitter por adolescentes pode representar baixa autroestima, depressão e ansiedade (foto: Pixabay e Internet/Reprodução)
Para quem precisava de um bom argumento para conseguir convencer os filhos a fazerem uma pausa no uso das redes sociais, esta notícia pode ajudar. Apresentada na conferência da Sociedade Britânica de Psicologia, no dia 12 de setembro, uma pesquisa mostra que adolescentes que mais se dedicam emocionalmente ao Facebook e ao Twitter possuem problemas para dormir e sofrem com baixa autoestima, ansiedade e depressão. Pesquisadores da Universidade de Glasgow, que fica na Escócia, entrevistaram 467 adolescentes. Eles levaram em conta o uso que os jovens fazem das redes sociais e quanta pressão sentem para se manterem conectados. Além disso, eles foram convidados a descrever seus níveis de autoestima e seus históricos de ansiedade e depressão. Analisar a forma como os adolescentes são afetados pelas redes sociais é muito importante, segundo os cientistas, já que a mente se torna muito vulnerável durante a puberdade. "Adolescência é um período em que aumenta a chance de se ter depressão e ansiedade, e existe também maior risco de se perder a qualidade do sono", diz o abstract (resumo) do estudo britânico. "Eu estava interessada em saber porque as pessoas não dormem, e uma das causas que mais aparece na mídia é o uso das redes sociais", diz Heather Cleland Woods, uma das autoras da pesquisa, em entrevista ao portal de notícias The Huffington Post. De certa forma, vários estudos já apontaram que ficar horas em frente a dispositivos eletrônicos, especialmente na hora de dormir, pode afetar e muito a capacidade de se ter uma boa noite de sono. "Isso me fez pensar: se estamos nas redes sociais e somos uma cultura que vive conectada 24 horas, não estaríamos criando uma geração de crianças que não serão capazes de ter uma noite de sono de qualidade?", argumenta Cleland Woods, que é pesquisadora de padrões de sono no departamento de Psicologia da Universidade de Glasgow. Não é de se estranhar que os adolescentes que mais se dedicaram emocionalmente às redes sociais, especialmente à noite, foram também aqueles que relataram ter problemas para dormir. Essa dedicação ao Facebook e ao Twitter também se mostrou relacionada à baixa autoestima e aos altos níveis de ansiedade e depressão, conforme o estudo britânico. Para Heather Cleland Woods, essa pesquisa é apenas o primeiro passo, já que é preciso saber melhor como os adolescentes usam as redes sociais e como elas podem influenciar o estado mental desses jovens. "Obviamente, não estamos dizendo que o Facebook e o Twitter são ruins. O que queremos dizer é que precisamos pensar melhor no modo como os usamos, pois, com certeza, eles estão afetando nosso bem-estar", completa a pesquisadora, na entrevista ao The Huffington Post.

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