Cobra dá à luz sem necessidade de macho, nos Estados Unidos

É a segunda vez que o animal, uma cobra d'água barriga amarela, gera filhotes de forma autônoma

por João Paulo Martins 21/09/2015 11:16

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Ribbonworm.deviantart.com/Reprodução
A cobra d'água barriga amarela do centro de preservação da vida animal do Missouri, nos Estados Unidos, conseguiu se reproduzir duas vezes sem a ajuda de um macho (foto: Ribbonworm.deviantart.com/Reprodução)
Lembra do filme Jurassic Park, de 1993, quando os pesquisadores descobrem que os dinossauros fêmeas tinham conseguido "burlar" a natureza e se reproduzirem? Pois é, ficção à parte, uma cobra nos Estados Unidos acaba de dar à luz de forma autônoma, sem a ajuda de um macho, ou seja, ela é mãe "virgem".

Na verdade, o animal, da espécie Nerodia erythrogaster, conhecida como cobra d'água barriga amarela, vive há oito anos no Centro de Preservação da Natureza Cape Girardeau, no estado do Missouri (EUA), sem a companhia de um macho. Apesar de nenhum filhote ter sobrevivido, desta vez, ainda existem dois que estão em exibição na instituição, e que foram gerados em 2014, também sem cópula.

Segundo o herpetologista Jeff Briggler, responsável por anfíbios e répteis do Cape Girardeau, a geração de filhotes por animais virgens é algo raro, mas que acontece em algumas espécies por meio do processo conhecido como partenogênese. Essa forma de dar à luz sem necessidade de cópula pode ser vista em insetos, peixes, anfíbios, pássaros e répteis, incluindo as cobras. Ela só não é possível entre os mamíferos.

A partenogênese, tipo de reprodução assexuada, ocorre quando ovos não fertilizados chocam sem que haja a contribuição genética de um macho. Isso se dá quando células conhecidas como "corpos polares", produzidas juntamente com os ovos, acabam morrendo, e, com isso, podem se fundir com um ovo, atuando como um espermatozóide e incentivando a divisão celular.

Robert Powell, professor de biologia e especialista em serpentes da Universidade de Avila, na cidade de Kansas, nos Estados Unidos, explica que a cobra cega de Brahmin, da espécie Ramphotyphlops braminus, comum no sudeste da Ásia, era a única, até então, que se sabia poder reproduzir por partenogênese.

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