Horário de verão começa no dia 18 de outubro

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a economia com a redução do horário entre 2014 e 2015 chegou a 1.970 megawatts na soma das regiões sudeste e centro-oeste e de 625 MW no sul

por Da redação 21/09/2015 13:50

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Ed Alves/CB/D.A Press
Com o horário de verão, muitas pessoas aproveitam para fazer exercícios após as 18h, quando o dia ainda está claro, mas o sol não afeta tanto (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Preparem os relógios. Falta de menos de um mês para o início do horário de verão no país. À 0h do dia 18 de outubro de 2015 (domingo) os relógios devem ser adiantados em uma hora.

Moradores dos estados das regiões sul, sudeste, centro-oeste e do Distrito Federal precisam estar atentos à alteração, que segue até às 0h do domingo 21 de fevereiro de 2016, quando os relógios retomam o horário tradicional. As regras estão estipuladas no decreto 6.558, de 2008, que fixa a duração da media do horário de verão em quatro meses.

Pelo decreto, a data estipulada para o início do horário de verão é sempre o terceiro domingo de outubro. Já o encerramento ocorre no terceiro domingo de fevereiro.

A única exceção se dá quando o terceiro domingo de fevereiro coincide com o domingo de Carnaval. Nesse caso, o horário de verão termina no quarto domingo de fevereiro.

O principal objetivo do horário de verão é aproveitar melhor a luminosidade natural do dia, reduzindo o consumo de eletricidade no fim da tarde, quando é registrada a maior demanda por energia. A ideia de adiantar a hora oficial em períodos de verão foi lançada em 1784 por Benjamim Franklin, político e inventor americano. O primeiro país a adotar oficialmente o horário de verão foi a Alemanha, em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, para economizar os gastos com carvão.

No Brasil, o primeiro horário de verão foi realizado entre 1931 e 1932, pelo presidente Getúlio Vargas, com duração de 5 meses. A prática vem sendo adotada sem interrupções desde 1985, com algumas diferenças nos estados que aderem à mudança e os períodos de duração.

Economia de energia

Em 2015, o Ministério de Minas e Energia estimou que a redução da demanda de energia entre 18h e 21h foi de até 1.970 megawatts (MW) no subsistema sudeste/centro-oeste. O valor é equivalente ao dobro da demanda da cidade de Brasília. No subsistema sul, segundo o ministério, a redução foi 625 MW.

Os ganhos com a redução do consumo total de energia foram de cerca de 195 MW médios no subsistema sudeste/centro-oeste, que equivale ao consumo mensal da cidade de Brasília, e 55 MW médios no subsistema sul, equivalente ao consumo mensal de Florianópolis.

O MW médio é calculado por meio da razão MWh/h, onde MWh representa a energia produzida e h representa a quantidade de horas do período de tempo no qual a referida quantidade de energia foi produzida. No caso do horário de verão, são 4 meses, o equivalente a, aproximadamente, de 2.880 horas.

A redução total de 250 MW médios corresponde a um percentual estimado de 0,5%, nos dois subsistemas. Além disso, estima-se que ocorreu um ganho de armazenamento de energia nas hidrelétricas de 0,4% no sistema sudeste/centro-oeste e 1,1% no sistema sul.

Fuso horário no Brasil

Com o horário de verão, os fusos do Brasil se organizam da seguinte forma em relação ao horário da capital do país:

  • 0h: as regiões sul, sudeste e centro-oeste (com exceção do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) adotam a mesma hora de Brasília durante o horário de verão

  • 1h: os estados do nordeste, Pará, Amapá e Tocantins ficam com uma hora a menos em relação ao horário de Brasília. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também adotam o horário de verão, mas a diferença de uma hora para Brasília se mantém

  • 2h: parte do Amazonas e os estados de Roraima e Rondônia ficam duas horas atrás do horário de Brasília

  • 3h: o Acre e parte do Amazonas ficam com três horas atrás do horário de Brasília

(com Portal EBC)

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