Vigorexia: quando o corpo nunca é musculoso o suficiente

Esse transtorno psicológico afeta muitas pessoas que fazem exercícios físicos, mas, nunca acham que o corpo está definido ou dentro de um padrão aceitável

por Vinícius Andrade 22/09/2015 17:59

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Instagram/edixonjesush/Reprodução
Você faz musculação e acha que o corpo nunca está bom? Pode ser a vigorexia (foto: Instagram/edixonjesush/Reprodução)
A obsessão por alcançar o corpo perfeito pode representar mais do que um simples desejo. Talvez seja um sintoma da vigorexia, transtorno psicológico que leva a pessoa à prática exaustiva de exercícios físicos. Ao contrário da anorexia, em que o indivíduo se considera gordo mesmo estando muito abaixo do peso, na vigorexia, a busca pelo corpo definido e musculoso é contínua e ilimitada.

Geralmente os vigoréxicos eliminam o consumo de gorduras e exageram na ingestão de alimentos ricos em proteína, visando sempre o aumento da massa muscular. Insatisfeitos com os resultados, muitos recorrem ao uso dos anabolizantes, mas, mesmo assim, se sentem magrelos, apesar dos músculos desenvolvidos.

A origem da vigorexia ainda é desconhecida, mas é certo que o distúrbio necessita de tratamento. Segundo a psicóloga Flaviane Maia, especializada na área esportiva, é importante cuidar dessas pessoas. "Nas academias existem acompanhamentos com nutricionistas, personal training, mas, pouco se fala de acompanhamento psicológico. Esse distúrbio pode levar à depressão, transtorno de ansiedade e outros problemas", afirma a especialista.

A psicóloga diz, ainda, que o problema pode estar relacionado à baixa auto-estima. "De uma maneira geral, a gente sempre busca algo que nos falta. Provavelmente, são pessoas que foram chamadas de magrinhas ou gordinhas na infância", atesta Flaviane.

O exercício físico deixa de ser uma preocupação com a saúde e passa a ser um transtorno psicológico quando a busca por satisfazer o ego não tem fim. "Quando você tem aquele toque do amigo, mas não consegue perceber, já pode ser indício de um problema patológico", ressalta a psicóloga.

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