Descoberta forma como o cérebro manda corpo queimar gordura

O estudo feito em Portugal pode ser o primeiro passo para se produzir um remédio capaz de combater a obesidade

por Vinícius Andrade 14/10/2015 16:31

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Mobieg.co.za/Reprodução
A ideia é que, no futuro, seja possível criar um remédio capaz de induzir o cérebro a gastar a gordura localizada em pessoas obesas (foto: Mobieg.co.za/Reprodução)
Imagine se um remédio fizesse o cérebro dizer ao corpo para "queimar" aquelas gordurinhas extras que tanto incomodam. Um estudo realizado em Portugal e publicado na revista científica norte-americana Cell promete abrir caminho para tratamentos contra a obesidade. A pesquisa analisou como se dá o comando do cérebro para o organismo consumir o tecido adiposo. Com isso, seria possível, no futuro, criar um medicamento que "engane" a mente e a faça consumir gordura.

Segundo Adauto Versiani, diretor do departamento de endocrinologia da Associação Médica de Minas Gerais, as calorias armazenadas no tecido adiposo fazem com que haja a produção de um hormônio chamado leptina, responsável por deixar o cérebro atualizado sobre como andam as reservas de energia. Quanto mais tecido adiposo, maior é a reserva de energia e a sensação de saciedade. Quando a pessoa fica muito tempo sem comer, ou emagrece, os níveis de leptina caem e estimulam a volta do apetite.

Porém, no paciente obeso, existe uma resistência à sinalização de leptina no cérebro. O órgão não recebe a informação de que já existe muita reserva de energia. Consequentemente, essas pessoas continuam comendo mais do que o necessário e ganham peso.

Ainda conforme o endocrinologista, o estudo português descobriu que o cérebro responde à sinalização de leptina com a produção de um hormônio chamado norepinefrina. Ele estimula as células adiposas a aumentarem o gasto energético e isto poderia abrir uma possibilidade para tratamentos da obesidade.

O médico lembra que o próximo passo é descobrir uma maneira de gerenciar o norepinefrina. "Esse hormônio, quando administrado sistemicamente, pode atuar no coração, vasos e cérebro, induzindo taquicardia, arritmia, hipertensão e irritabilidade", esclarece o especialista.

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