Britânicos querem indenização da Volkswagen

Uma pesquisa feita com proprietários de carros a diesel da montadora alemã, possivelmente afetados pela alteração do sistema de emissão de poluentes, mostra que 90% se sentem lesados e querem ser indenizados

por Da redação 15/10/2015 08:35

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Em setembro de 2015 a Volkswagen reconheceu que 11 milhões de veículos com motor a diesel teriam sido alterados e emitiriam mais poluentes do que o normal (foto: Divulgação)
Nove em cada 10 proprietários de automóveis Volkswagen com motores  a diesel, afetados pelo escândalo da manipulação das emissões poluentes no Reino Unido, consideram que devem receber uma indenização, mostra pesquisa divulgada nesta quinta, dia 15 de outubro.

Em setembro deste ano, a fábrica alemã de automóveis informou que no Reino Unido existem 1.189.906 veículos com motor  a diesel EA 189 EU5, que foram afetados pela manipulação de dados de emissão de gases poluentes.

De acordo com a pesquisa, feita pelo grupo Which?, dedicado à proteção do consumidor britânico, 90% dos proprietários desses automóveis, fabricados entre 2008 e 2015, disseram que a empresa deveria pagar uma indenização.

A consulta, feita a cerca de 2 mil proprietários de veículos da marca, mostra também que 96% dos entrevistados afirmaram que compraram os automóveis por razões econômicas. A questão ambiental para a compra do veículo foi outro motivo apontado por 90% dos proprietários.

Segundo o diretor da Which? Richard Lloyd, muitos donos de veículos Volkswagen disseram ter comprado o carro pela eficiência e o menor impacto ambiental,  por isso "é revoltante que a empresa não seja clara com os consumidores sobre como e quando serão compensados".

Em 18 de setembro foram divulgados os resultados de testes sobre emissões poluentes de automóveis com motores a diesel do grupo Volkswagen, feitos com as marcas Volkswagen, Audi, Seat e Sköda. A conclusão é de que veículos foram equipados com um dispositivo que permite a manipulação de informação relativa a emissões poluentes.

O grupo alemão admitiu a existência de 11 milhões de carros nessas condições.

(com Agência Brasil e Agência Lusa)

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