Nasa diz que a Grande Mancha Vermelha de Júpiter está mudando

A principal mudança nesse símbolo do quinto planeta do Sistema Solar é na cor, que está deixando de ser vermelha e se transformando em laranja

por João Paulo Martins 15/10/2015 10:05

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NASA/ESA/Goddard/UCBerkeley/JPL-Caltech/STScI/Divulgação
A Grande Mancha Vermelha de Júpiter não está diminuindo como se esperava, e está mudando de cor, segundo a Nasa (foto: NASA/ESA/Goddard/UCBerkeley/JPL-Caltech/STScI/Divulgação)
A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) acaba de divulgar imagens de Júpiter, feitas pelo telescópio espacial Hubble, e o que está chamando a atenção são as mudanças registradas na chamada Grande Mancha Vermelha, que é um verdadeiro ícone do imenso planeta. O que parece uma mancha, na verdade, é uma região de alta pressão, com tempestades que formaram um gigantesco furacão. Nas imagens reveladas em outubro deste ano, a Nasa mostra que essa área está diminuindo menos do que o esperado, e sua cor mudou, passando a apresentar um tom mais alaranjado.

Os cientistas americanos encontraram também uma espécie de filamento se formando dentro do furacão, que se move conforme a interferência dos ventos que chegam a mais de 530 km/h. "Cada vez que olhamos para Júpiter, ganhamos dicas valiosas de que algo realmente curioso está acontecendo. E, desta vez, não é exceção", diz Amy Simon, cientista planetário do Centro de Voo Espacial Goddard, da Nasa, em Maryland, Estados Unidos, em comunicado enviado à imprensa.

Confira abaixo um vídeo com o movimento do furacão registrado pelo Hubble:


A Grande Mancha Vermelha de Júpiter vem diminuindo com o passar dos anos, como já era esperado pela comunidade científica, mas sua redução não se mostrou tão proeminente nas novas fotos feitas pelo Hubble. Segundo a Nasa, a mancha está apenas 241 km menor em relação à medição feita em 2014, chegando a pouco mais de 16 mil km de extensão. O seu maior tamanho já registrado foi visto nos anos 1800, quando a estimativa era de que essa região de alta pressão chegava a quase 42 mil km, ou seja, equivalente a mais de três vezes o diâmetro da Terra, que é de 12.742 km.

NASA/ESA/Goddard/UCBerkeley/JPL-Caltech/STScI/Divulgação
Dentro da mancha surgiu também um filamento, para surpresa dos cientistas, que se movimenta conforme os fortes ventos da região (foto: NASA/ESA/Goddard/UCBerkeley/JPL-Caltech/STScI/Divulgação)

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