Eduardo Cunha nega conhecer suposto parecer favorável ao impeachment de Dilma Rousseff

O presidente da Câmara dos Deputados reclamou das matérias que saíram na internet sobre o suposto documento que teria sido feito pela secretaria-geral da mesa diretora

por Da redação 28/10/2015 08:38

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Lula Marques/Agência PT/Divulgação
Manifestantes abrem faixa pedindo a saída da presidente Dilma Rousseff, durante a ordem do dia da Câmara dos Deputados, na terça, dia 27 (foto: Lula Marques/Agência PT/Divulgação)
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), refutou na noite de terça, dia 27 de outubro, as matérias publicadas em alguns portais da internet sobre um suposto parecer da assessoria técnica da casa favorável ao pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

"Eu quero afirmar com toda a veemência: não existe nenhum parecer que eu tenha conhecimento, nenhuma parte da consultoria que tenha chegado até mim. Desconheço qualquer parecer, ninguém me comunicou nada", diz Cunha após o encerramento da ordem do dia.

A informação diz respeito ao pedido protocolado, com o apoio da oposição, pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale e Janaína Paschoal. No documento, os juristas argumentam que a presidenta Dilma deve ser processada devido à recomendação feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) pela rejeição das contas de 2014 e pelo atraso no repasse de recursos em 2015.

Questionado se as matérias tinham a intenção de "emparedá-lo" para acatar o pedido de impeachment, Cunha diz que esse tipo de pressão é normal. "O que a gente não pode é deixar que a fofoca vire notícia", rebate o parlamentar.

Segundo as notícias publicadas, o suposto parecer da assessoria da secretaria-geral da mesa diretora da Câmara, seria encaminhado ao presidente da casa ainda esta semana. "Se algum consultor está preparando parecer, está com a sua opinião formada e vazou sua opinião antes que chegasse ao conhecimento da presidência da casa, ele cometeu um ato irresponsável com esse vazamento, porque passa a impressão de que está sendo tomada uma decisão de algo que não foi decidido. A responsabilidade que este tipo de procedimento [impeachment] tem, não dá para deixar para a fofoca preponderar", diz Cunha.

Ao responder sobre o assunto, o presidente da Câmara foi enérgico, negou veementemente que tenha tido conhecimento de qualquer parecer. "Mesmo que haja 200 pareceres, a palavra final é do presidente. Não significa que eles têm que ser seguidos pela presidência. Eles servem de assessoramento, não são determinantes para o que vai ser feito", completa o deputado.

(com Agência Brasil)

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