Conheça mitos e verdades sobre a osteoporose

O mal afeta cerca de 10 milhões de brasileiros e a falta de informação prejudica a prevenção e o tratamento

por Da redação com assessorias 10/11/2015 08:32

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Segundo a médica, beber apenas um copo de leite (300 ml) por dia não é suficiente para prover o nível de cálcio necessário para se prevenir a osteoporose (foto: Pixabay)
A osteoporose, doença caracterizada pela diminuição da massa óssea e alteração da microarquitetura do osso, é um mal silencioso e raramente apresenta sintomas antes que aconteça a sua consequência mais grave: um episódio de fratura de ossos. Segundo dados da International Osteoporosis Foundation, o problema atinge cerca de 200 milhões de pessoas em todo mundo, sendo 10 milhões somente no Brasil. Apesar desses números alarmantes, a patologia ainda é pouco conhecida do grande público, o que dificulta a sua prevenção e o tratamento.

Para ajudar a tirar as dúvidas sobre a doença, confira abaixo uma lista de mitos e verdades elaborada em parceria com a médicaTalita Poli Biason, do laboratório Aché:

Só quando um osso quebra é que se detecta a osteoporose
Mito. O diagnóstico da osteoporose pode, também, ser feito de forma precoce pela densitometria óssea, um exame simples e indolor que quantifica a perda de massa óssea, associada à história clínica do paciente O médico, analisando o resultado desse exame e os dados clínicos, consegue avaliar os riscos de uma futura fratura decorrente da osteoporose. Recomenda-se que o exame seja realizado por todas as mulheres acima de 65 anos e homens a partir de 70. Na presença de fatores de risco para osteoporose, a idade de realização da primeira densitometria óssea pode ser antecipada.

O leite é uma das principais fontes de cálcio e pode ajudar a prevenir a doença
Verdade. Leite e derivados têm alta concentração de cálcio e a ingestão desses alimentos é ótima para manter os níveis adequados do mineral no corpo. Sardinha, feijão, espinafre, couve e brócolis também contém o mineral.

Um copo de leite ao dia já ajuda na prevenção da doença
Mito. Apenas um copo não é o suficiente para alcançar a necessidade diária do mineral, pois em 200 ml da bebida há cerca de 300 mg de cálcio quando a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é ingerir ao menos 1.200 mg diários do mineral, ou seja, são necessários, em média, três copos e meio de leite por dia.

Mulheres são mais vulneráveis à osteoporose
Verdade. Após a menopausa, o corpo das mulheres diminui a produção de estrogênio, hormônio que favorece o ganho de massa óssea. A queda hormonal diminui a densidade óssea.

As mulheres devem se preocupar com a doença, após a menopausa
Mito. Muito pelo contrário. A prevenção da doença deve começar ainda na infância, com uma dieta rica em cálcio, prática de exercícios físicos e manutenção de níveis adequados de vitamina D. A osteoporose tende a aparecer após a menopausa, porém, se a massa óssea for bem constituída, as chances de se prevenir a doença aumentam.

A vitamina D ajuda na absorção de cálcio
Verdade. Um dos fatores que auxilia a absorção do cálcio pelo organismo e, portanto, na manutenção da saúde óssea, é a presença, em nível adequado, de vitamina D. Esse pré- hormônio é obtido, sobretudo, por meio da exposição solar e quando essa é insuficiente, pela suplementação.

Quem tem osteoporose não pode praticar exercícios físicos
Mito. Mesmo quem tem a doença deve praticar atividades físicas. No entanto, alguns tipos de exercícios devem ser evitados, como, por exemplo, os de alto impacto. Por isso, a orientação médica é fundamental. A atividade física apropriada fortalece os ossos, músculos e melhora o equilíbrio.

Fatores genéticos podem influenciar o aparecimento da doença
Verdade. Indivíduos com histórico familiar têm mais chances de desenvolver a osteoporose ao longo da vida.

Suplementação de cálcio não é bem absorvida pelo organismo
Mito. Até um passado recente, os suplementos estavam disponíveis apenas em formato de comprimido e devido ao tamanho e o sistema de compressão, eram de difícil deglutição e absorção. Mas, hoje, já existem no mercado alternativas como os tabletes mastigáveis, com sabores agradáveis como chocolate e caramelo, eles também são práticos de ingerir. Além de suplementar as quantidades necessárias de cálcio, os tabletes mastigáveis combinam uma dose de vitamina D, facilitando a sua absorção.

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