Alga no rio das Velhas atrapalha fornecimento de água em Belo Horizonte

A poluição e o calor são as principais causas para o surgimento dessas plantas, que favorecem o aparecimento de bactérias nocivas à saúde, de acordo com especialista

por Marcelo Fraga 12/11/2015 16:13

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Projeto Manuelzão/Reprodução
O acúmulo de alga no rio das Velhas é comum, especialmente nesta época do ano, mas, o grande problema é quando a água fica saturada de cianobactérias (foto: Projeto Manuelzão/Reprodução)
A Copasa – empresa responsável pelo tratamento e distribuição de água em Belo Horizonte e região metropolitana – interrompeu, na última quinta-feira, dia 5 de novembro, o abastecimento em diversos bairros da capital mineira e em algumas cidades do entorno. De acordo com uma nota divulgada no site da empresa, a interrupção se deu devido à proliferação de algas no rio das Velhas, próximo à cidade de Nova Lima, prejudicando a captação de água do local.

Ainda segundo a Copasa, as algas não são nocivas à saúde humana, mas o excesso das plantas "compromete a capacidade do sistema, prejudicando o abastecimento". Por meio da assessoria de imprensa, a empresa informou à Encontro que o fornecimento foi normalizado na terça, dia 10, e que o problema foi solucionado com a  transferência de parte da produção do Sistema Paraopeba para a bacia do rio das Velhas. Dessa forma, o nível de água aumentou, fazendo com que as algas parassem de se reproduzir.

Entenda o problema

O médico epidemiologista – e idealizador do projeto Manuelzão, da UFMG – Apolo Heringer explica que, nesta época do ano, é comum o surgimento de alga nos rios: "A combinação da alta luminosidade e do calor do Sol com o baixo nível das águas é o ambiente perfeito para a proliferação dessas algas e, quando isso ocorre em locais utilizados como reservatórios, pode entupir as estruturas que levam a água para tratamento e distribuição à população".

Além do calor e da pouca água, outra causa para a proliferação das algas, segundo Apolo Heringer, é a poluição causada, principalmente, por esgoto doméstico sem tratamento despejado nos rios.

Sobre as soluções possíveis para eliminar as algas, o especialista diz que o aumento do nível de água – sobretudo proveniente das chuvas – é a única forma de acabar com o problema. Além disso, segundo ele, no caso do rio das Velhas em Nova Lima, a chuva leva terra rica em ferro para a água, o que ajuda a reduzir a reprodução das plantas.

Bactérias nocivas

Misturadas às algas estão as chamadas cianobactérias, que podem causar danos à saúde, de acordo com o médico Apolo Heringer. Ele esclarece que as plantas, sozinhas, não são perigosas, e que esse tipo de bactéria costuma surgir em meio às algas.

As cianobactérias liberam toxinas na água que podem contaminá-la irreversivelmente e envenenar peixes, chegando, assim ao organismo humano. Uma vez instaladas no corpo, causam doenças no fígado e, até mesmo, no sistema neurológico.

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