Líbia poderá ser 'novo reduto' do grupo Estado Islâmico

Governo líbio pede atenção do mundo para evitar surgimento de células terroristas no país

por Da redação 18/11/2015 12:13

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UNRWA/Arquivo/Divulgação
Com os constantes ataques na Síria, a Líbia teme que os terroristas do Estado Islâmico se instalem em seu território (foto: UNRWA/Arquivo/Divulgação)
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Líbia, Mohamed Dauri, advertiu que a Líbia poderá ser "o novo reduto" do grupo extremista Estado Islâmico. Ele pediu à comunidade internacional que inclua o país na luta contra o movimento.

Em entrevista à agência France Press na terça-feira, dia 17 de novembro, à noite, Dayri diz que o governo líbio tinha "informações confiáveis de que o comando do Estado Islâmico determina aos novos integrantes que se dirijam para a Líbia, e não para a Síria, sobretudo depois dos bombardeios russos" que têm o grupo como alvo desde o fim de setembro.

O ministro condenou os atentados terroristas, que mataram 129 pessoas na sexta-feira (13) na capital francesa e advertiu que o grupo jihadista está reforçando a presença na Líbia.

"Pedimos, com a França e outros, uma ação internacional e uma verdadeira determinação contra o Estado Islâmico, na Síria e no Iraque, mas também na Líbia, porque receio que a Líbia se transforme, em  futuro próximo, no próximo reduto da organização", alerta.

A Líbia mergulhou no caos com o fim do regime de Muammar Kadhafi em 2011. Duas forças políticas lutam pelo poder desde o ano passado, uma com sede em Tripoli e outra, única reconhecida internacionalmente, no Leste do país, em Tobruk.

O ministro conta que o número de combatentes do grupo na Líbia se situa entre 4 mil e 5 mil, sendo os maiores contingentes compostos por tunisianos, sudaneses e iemenitas.

Dayri lembra que o grupo extremista já controla a cidade de Syrte (Leste) e está presente em várias regiões, como Derna e Benghazi (também no Leste). "Ajdabya, no Leste, pode vir a ser o novo reduto da organização", avisa.

Para o chefe da diplomacia líbia, a comunidade internacional não pode exigir uma solução política antes de passar à ação, "dado o perigo crescente que representa o Estado Islâmico".

(com Agência Lusa e Portal EBC)

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