Moradores reclamam de falta de informação sobre a construção de aeroporto em Macacos

Durante audiência da ALMG, representantes dos moradores se mostraram preocupados com a ausência de informação sobre o novo empreendimento que pode ser instalado em São Sebastião das Águas Claras, distrito de Nova Lima

por Da redação 18/11/2015 13:37

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Willian Dias/ALMG/Divulgação
Durante a audiência pública realizada pela ALMG, moradores de Nova Lima e região criticaram a falta de informações sobre a construção do aeroporto em Macacos (foto: Willian Dias/ALMG/Divulgação)
Moradores e representantes comunitários da cidade de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, manifestaram preocupação em relação à proposta de construção de um aeroporto próximo ao distrito de São Sebastião das Águas Claras (Macacos). Eles foram ouvidos pela Comissões de Transporte, Comunicação e Obras Públicas e Assuntos Municipais e Regionalização da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em audiência realizada na terça-feira, dia 17 de novembro.

Os moradores reclamam de falta de informação por parte dos empreendedores da iniciativa e também pela prefeitura da cidade. O desconhecimento com relação à dimensão e os impactos do empreendimento foram as principais queixas da população, durante a audiência.

Além do aeroporto (intitulado Aeródromo do Vetor Sul), o projeto envolveria um centro comercial e o loteamento em área de 750 hectares entre o distrito de Macacos e o condomínio Morro do Chapéu.

Segundo o presidente da Associação para Proteção Ambiental do Vale do Mutuca, Walmir de Castro Braga, um eventual empreendimento na região causa preocupação, especialmente em virtude do desconhecimento da proposta e dos possíveis impactos que ele traria para a sociedade. "Se nada nos mostram, a primeira coisa que vem é a desconfiança. Quando algo é lícito, bom e vai trazer alguma medida mitigadora, a primeira coisa que se quer é mostrar", reclama Walmir.

Ele, que é membro do Conselho da Cidade, de Nova Lima, conta que em uma das reuniões da entidade soube da existência de estudos internos e pareceres sobre o empreendimento, que teriam o apoio da prefeitura. Braga ainda diz temer que o aeródromo não seja o principal problema para a região, já que os impactos maiores poderiam advir do restante do complexo, que viria agregado ao aeroporto "A única coisa que posso dizer é que a minha dúvida quase se transforma em certeza. O aeroporto é só uma cereja no bolo", completa.

Falta de informação

O deputado Fred Costa (PEN), autor do requerimento para a audiência, lamenta a ausência de representantes da prefeitura, do governo estadual e também dos possíveis empreendedores. "Seria uma oportunidade de dirimir as dúvidas e dizer à população quais são as intenções. É compreensível que haja rejeição e preocupação dos moradores no primeiro momento", diz o parlamentar.

O deputado lembra ainda que as informações disponibilizadas pelos órgãos, embora mostrem que existe a intenção de um empreendimento, são insuficientes para se saber como, efetivamente, ele seria. Segundo Fred Costa, haveria um pedido junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para a construção de um aeródromo, que não seria destinado ao uso de aviões de carreira.

Na avaliação do presidente da Associação Comunitária do distrito de São Sebastião das Águas Claras, José Paulo Ribeiro Fontes Júnior, o que está acontecendo demonstra a "força do capitalismo". Ele se diz contra o aeródromo e afirma que a comunidade de Macacos também tem se conscientizado de que o empreendimento poderia significar o fim das belezas naturais na região.

(com Ascom da ALMG)

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