Para Abin, terroristas não são perigo para a Rio 2016, e sim, os 'lobos solitários'

Agência Brasileira de Inteligência teme possíveis ataques de indivíduos solidários aos grupos radicais estrangeiros

por Da redação 24/11/2015 08:32

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Renato Sette Camara/Prefeitura do Rio/Divulgação
Os alojamentos das delegações dos países participantes das Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016 podem ser alvo de supostos ataques terroristas (foto: Renato Sette Camara/Prefeitura do Rio/Divulgação)
A maior preocupação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, não são organizações terroristas, como o Estado Islâmico, por exemplo. As atenções dos órgãos de segurança e inteligência estarão voltadas, principalmente, para os chamados "lobos solitários", pessoas que conhecem, pela internet, a ideologia de uma organização terrorista e agem em prol dela sem jamais ter tido contato com seus membros.

"Nós, no Brasil, temos uma distância física muito grande, controlamos muito bem essa movimentação em âmbito internacional e não temos células terroristas instaladas no nosso território. A nossa preocupação é exatamente com esse indivíduo que vive no nosso país e se radicalizou por intermédio da internet", diz o diretor de Contraterrorismo da Abin, Luiz Sallaberry, na abertura do Seminário Internacional Enfrentamento ao Terrorismo no Brasil, na segunda, dia 23 de novembro.

Segundo ele, os recentes atentados terroristas em Paris, no dia 13 de novembro, provocaram um "alerta" nos serviços de inteligência para os Jogos de 2016. "A gente está vendo que está ocorrendo um recrudescimento dessas ações e isso gera um alerta adicional para nós. Não é nada que gere uma preocupação excessiva ou temor. Mas, certamente, um avanço nesse tipo de medida deve ocorrer no nosso dia a dia", explica Sallaberry.

O diretor da Abin ressalta, no entanto, que os eixos de segurança pública e de defesa, que junto com a inteligência, compõem a segurança dos Jogos Olímpicos, não farão alterações em virtude do ocorrido em Paris. Os investimentos, segundo ele, já foram "maciços" em várias áreas e são adequados.

(com Agência Brasil)

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