É possível mover a matéria usando o poder da mente?

Físico brasileiro quer reproduzir teste que comprovou a capacidade de pessoas com alto poder de concentração de alterar, mesmo que minimamente, o estado da matéria

por Vinícius Andrade 25/11/2015 08:21

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YouTube/Reprodução
O físico brasileiro Gabriel Guerrer quer reproduzir a experiência do cientista americano Dean Radin, em que um feixe de laser foi redirecionado com o poder da mente (foto: YouTube/Reprodução)
Aos 45 minutos do segundo tempo, o árbitro marca pênalti contra seu time do coração. Um chute define o título. É o último lance. E se sua mente tivesse o poder de mudar a direção da bola, mesmo estando a quilômetros de distância da partida? Quanta utopia, não é mesmo? Mas, o físico quântico Gabriel Guerrer se arrisca a dizer que não é impossível. Ele quer entender se é viável alterar a matéria com a força da consciência. O assunto é polêmico e pouco discutido no Brasil. Não existe nenhum grupo de pesquisa no país investigando o tema sob a perspectiva da Física.

Gabriel quer reproduzir no Brasil a experiência do cientista americano Dean Radin, do Instituto de Pesquisas Noéticas, da Califórnia. Em um ambiente totalmente fechado, o pesquisador disparou um feixe de laser contra uma parede que tinha dois pequenos buracos, de maneira que ele conseguia captar as ondas de luz que chegavam ao outro lado. Radin pediu a voluntários que focassem na luz, com o intuito de forçá-la a passar apenas por uma das aberturas.

Os resultados foram sutis, mas o suficiente para aguçar a curiosidade. Em três artigos, o cientista americano mostrou que a maioria das pessoas não conseguiu mudar a direção da luz. Porém, alguns voluntários (meditadores, músicos e praticantes de artes marciais) provocaram um efeito discreto no laser, porém, indiscutível. A conclusão do americano é de que indivíduos com alta capacidade de concentração podem interferir na matéria usando apenas a mente.

Apesar do relevante teste, o físico brasileiro Gabriel Guerrer, de 31 anos, não encara o resultado como verdade absoluta, e, por isso, quer fazer novas pesquisas. "Na ciência, a gente precisa repetir a experiência para observar se os resultados são semelhantes. Por enquanto, há uma grande dúvida se o experimento foi feito de maneira correta, se a análise não tem nenhum erro", comenta o pesquisador.

Na USP, onde o teste deverá ser realizado, Gabriel pretende monitorar todos os fatores que podem interferir no resultado, como temperatura, luz e campo magnético.

Confira abaixo o vídeo feito por Guerrer para explicar a experiência aos possíveis patrocinadores:


Recurso

O físico propôs sua ideia aos órgãos de fomento à pesquisa, mas não obteve apoio, com a justificativa de que o tema não se enquadra na lista de prioridades. Para não por fim ao sonho de reproduzir o experimento, Gabriel recorreu ao crowdfunding (financiamento coletivo). "Se a pesquisa não está na lista de prioridades dos órgãos de fomento, eu levo o tema ao público. O resultado mostra que é de interesse popular", argumenta.

O plano de Gabriel é arrecadar R$ 48 mil para realizar os testes. Até o dia 25 de novembro já foram contabilizados R$ 54.172. As pessoas podem ajudar com qualquer quantia, até o dia 29 de novembro. Segundo o pesquisador, os próximos passos são finalizar a configuração do hardware e verificar a precisão do equipamento. Ele ainda vai passar um tempo nos Estados Unidos para aprimorar o conhecimento e, no meio do ano que vem, pretende recrutar os voluntários para executar o experimento.

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