Dicas para fugir da 'Black Fraude'

A chamada Black Friday causa uma verdadeira 'corrida' às compras no Brasil e no mundo, mas toda atenção é pouca para não cair em golpes no comércio virtual

por Encontro Digital 26/11/2015 11:04

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Marcos Santos/USP Imagens/Divulgação
A representante da Proteste lembra que é preciso pesquisar preços em sites diferentes e ter noção do valor do produto antes da Black Friday, para não ser enganado (foto: Marcos Santos/USP Imagens/Divulgação)
Sexta-feira, dia 27 de novembro, é dia de ficar atendo em busca de uma megapromoção de produtos, sejam vendidos pela internet ou em lojas físicas de todo o país. A ação do comércio é inspirada na chamada Black Friday, tradicional data de liquidação nos Estados Unidos, que acontece todos os anos na primeira sexta-feira depois do dia de Ação de Graças.

No Brasil, a data é realizada na última sexta-feira de novembro e ainda gera muita dor de cabeça aos consumidores. Para que o evento comercial não vire um dia mal assombrado como Halloween, montamos um breve passo a passo com dicas feitas por especialistas desde 2010, quando o evento começou no Brasil.

Há comerciantes que usam a Black Friday para se aproveitar da boa fé do consumidor: vender vantagens e entregar problemas. A coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), Maria Inês Dolci, dá dicas estratégicas para evitar que essa data se transforme em uma verdadeira "black fraude":

  • Algumas lojas aumentam os preços às vésperas da Black Friday para depois conceder um "desconto" fictício. Quem está interessado em aproveitar preços menores deve fazer uma lista prévia do que deseja adquirir durante a promoção com os preços médios, marca e características do produto. Assim, durante a promoção, fica mais fácil avaliar se o desconto é de fato vantajoso

  • Outra dica de Maria Inês é comprar apenas em sites confiáveis, preferencialmente aqueles com os quais o consumidor já teve experiências bem sucedidas. O risco é pagar pelo produto e depois não receber

  • Por causa do grande volume de compras, muitos sites atrasam o prazo de entrega previsto inicialmente. O consumidor deve estar atento ao prazo informado e imprimir o pedido. Não feita a entrega, o consumidor pode denunciar nos órgãos de defesa do consumidor

  • Mesmo seguindo as dicas para uma compra segura, Maria Inês Dolci alerta para o risco do endividamento, já que muitas pessoas adquirem produtos mesmo sem necessidade

  • Por fim, vale lembrar que o fato de a compra ser feita em uma liquidação não elimina os direitos dos consumidores. Permanece o prazo de 30 dias para reclamar de defeitos, caso o produto seja não-durável, e 90 dias para reclamar caso o produto seja durável. Além disso, pode-se devolver compras feitas pela internet até sete dias após o recebimento do produto, independente do preço ou da ocasião da compra

(com Portal EBC)

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