#meuamigosecreto: hashtag contra o machismo do cotidiano

Mais uma vez, mulheres se organizam nas redes sociais para mostrar indignação com o comportamento dos homens

por Marcelo Fraga 30/11/2015 15:44

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Facebook/Reprodução
Muitas pessoas aproveitaram para criticar o machismo do cotidiano por meio da hashtag #meuamigosecreto, especialmente no Facebook, para chamar a atenção dos amigos (foto: Facebook/Reprodução)
As redes sociais têm se tornado cada vez mais presentes na vida das pessoas e, com isso, deixam de ser apenas sites e aplicativos de entretenimento. Por meio de grupos virtuais, ou mesmo pelas hashtags – uma espécie de palavra-chave –, usuários do Facebook e do Twitter se organizam em prol de uma causa ou contra algo que é motivo de indignação.

Entre os exemplos mais recentes de hashtags usadas para divulgar um problema social, estão duas frases utilizadas como forma de denúncia. A primeira delas é #meuprimeiroassedio, que começou a ser utilizada em outubro deste ano por mulheres, e também por homens, para relatarem casos de assédio sexual ou psicológico que sofreram, principalmente, quando ainda eram crianças ou adolescentes.

Atualmente, a hashtag que se espalhou pelas redes sociais é #meuamigosecreto, utilizada majoritariamente por mulheres para denunciar pessoas próximas que têm atitudes machistas no cotidiano, como, por exemplo, dizer que "mulher dirige mal".

Para Rayane Silva, do Movimento Mulheres em Luta, ações feministas nas redes sociais são positivas, mas não podem ficar só no ambiente virtual. "Essas hashtags demonstram que as mulheres estão se organizando para lutar, não só contra o machismo, mas, também, por outras causas importantes. Porém, é necessário que as ações no Facebook e no Twitter se transformem em denúncias aos órgãos de segurança pública", comenta a ativista.
Twitter/Reprodução
Só no Twitter a hashtag #meuamigosecreto foi citada mais de 90 mil vezes pelos usuários, inclusive celebridades (foto: Twitter/Reprodução)


Ainda de acordo com a integrante do movimento feminista, as hashtags também servem como alerta ao poder público, que precisa dar maior atenção ao problema da violência contra a mulher. "O sistema existente, hoje, não funciona satisfatoriamente. Existem diversos instrumentos, como a Lei Maria da Penha, mas é necessário que sejam cumpridos, com um acolhimento adequado da vítima de violência e com uma proteção eficaz para que a mulher não seja mais agredida", conclui Rayane Silva.

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