Ex-técnico do Atlético, Darío Pereyra prevê maior disciplina tática com chegada de Aguirre

Em entrevista à Encontro, o uruguaio aposta no sucesso do compatriota à frente do Galo

por Vinícius Andrade 04/12/2015 08:32

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Grandearea.com.br/Reprodução
O uruguaio Darío Pereyra comandou o Galo em 1999, e, apesar de ter sido afastado nos jogos finais do Brasileirão daquele ano, diz que não ficou nenhuma mágoa (foto: Grandearea.com.br/Reprodução)
A relação entre Atlético e técnicos estrangeiros começou em 1928, quando o húngaro Eugênio Medgyessy foi apresentado para liderar o clube. Diego Aguirre será o 11º "gringo" e o 6º uruguaio a comandar o time alvinegro.

Compatriota do mais novo reforço atleticano, Darío Pereyra foi o último "forasteiro" a treinar o time de Lourdes, em 1999, quando conquistou o título estadual pelo Galo.

O último trabalho de Pereyra como técnico foi em 2014, à frente do Águia de Marabá, do Pará. Aos 59 anos, ele aguarda uma boa proposta para retornar à beira do campo. Enquanto isso, acompanha pela televisão os principais campeonatos do Brasil e, claro, o mercado da bola. Em entrevista à Encontro, o uruguaio aposta no sucesso do compatriota Aguirre em terras mineiras. "É uma excelente pessoa. Tem feito boas campanhas e tem tudo para dar certo".

Confira abaixo entrevista com o ex-técnico atleticano Darío Pereyra:

ENCONTRO – Qual sua relação com Diego Aguirre?
DARÍO PEREYRA – Conheço o Aguirre pessoalmente. É uma excelente pessoa. Não acompanho o trabalho do dia a dia dele, mas teve uma boa passagem pelo Peñarol [Uruguai] e pelo Internacional. Faz tempo que não falo com ele. Tomara que dê certo.

É difícil técnicos estrangeiros fazerem sucesso no Brasil. Por que você acha que o Aguirre pode ter êxito?
Ele tem uma vantagem que é falar português. Não é como o Osório [técnico colombiano que treinou o São Paulo em 2015], por exemplo. Isso favorece a comunicação, as palestras com os jogadores. Ele está preparado para fazer uma boa campanha no Atlético.

Quais características são peculiares dos técnicos uruguaios?
Uruguaios e argentinos são muito parecidos. Eles gostam que jogadores sejam bem aplicados taticamente. O atleta brasileiro tem a característica de jogar um pouco mais solto, de não ser tão disciplinado taticamente. O brasileiro gosta de jogar com a bola e quando não a tem, não se preocupa tanto em marcar. A ideia uruguaia e argentina é de jogar para o time. Todos os jogadores marcam, desde o lateral até o ponta esquerda.

Como você vê o Atlético? O time está preparado para alcançar novas conquistas?
O Atlético está bem organizado. Este ano, no Campeonato Brasileiro, esteve perto do Corinthians, mas, depois se distanciou. Tem um centro de treinamento muito bom. Estão sempre fazendo contratações boas. Diego vai se dar bem porque o clube está bem estruturado. Quando falta uma peça ou outra, a diretoria contrata. Tem tudo para dar certo.

Em sua passagem pelo Atlético, em 1999, você conquistou o Campeonato Mineiro e, depois, foi demitido no Brasileirão, pouco antes da fase final. Ficou alguma mágoa por sua saída?
Não ficou mágoa. Fomos campeões mineiros, ganhamos do Cruzeiro na semifinal, depois, ganhamos do América na final. Ainda fizemos uma boa campanha no Brasileirão. Tenho boas lembranças. Continuo torcendo, sou fã, gosto muito do time.

Hoje, você está sem clube. Pretende voltar a treinar no próximo ano?
A maior dificuldade é conseguir bons projetos. Times grandes oferecem melhores condições. Na segunda e  terceira divisão é difícil encontrar um time que ofereça boas propostas. Treinador, sozinho, não faz nada. Ele precisa dos jogadores e do clube, para pagar o salário em dia. Treinador sofre com isso, quando não existe um bom projeto.

Últimas notícias

Comentários