Devemos deixar as crianças acreditarem em Papai Noel?

Especialista conta porque é importante que os pequenos continuem fantasiando a figura do 'bom velhinho'

por Encontro Digital 09/12/2015 08:28

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Segundo a psicóloga, o importante é deixar as crianças tomarem suas próprias decisões sobre acreditar ou não na figura do Papai Noel (foto: Pixabay)
Quando chegamos ao mês de dezembro, as crianças não pensam em outra coisa senão a maior festa cristã: o Natal. Além de celebrar o nascimento de Jesus, a data marca também a chegada dos presentes, trazidos pela figura fantasiosa de Papai Noel. Em certo momento na vida, a crença no "bom velhinho" some e as ingênuas fantasias infantis deixam de ocupar nossa mente. Mas, será que é válido deixar as crianças acreditarem na figura do Papai Noel?

Segundo a psicóloga Patrícia L. Paione Grinfeld, o "bom velhinho" representa um adulto com autoridade, mas que sabe cobrar um comportamento adequado de forma sutil e carinhosa. "Papai Noel escuta, mas também cobra. Com colo macio e barba de algodão doce, pergunta para cada criança que chega tímida ou totalmente à vontade, se estudou o ano todo, obedeceu à mamãe e ao papai, foi um menino ou menina legal. Suas perguntas não são um julgamento moral, como muitos adultos fazem, mas uma maneira de lembrar que o respeito está acima do desejo e que a recompensa deve acontecer por mérito", diz a especialista.

Como mostra Patrícia, um dos principais símbolos do Natal não é sinônimo de consumismo, e que é preciso deixar os pequenos imaginarem, sonharem, pensarem livremente sobre essa figura paterna imaginária. Somente quando chegam aos 6-7 anos é que passam a desconfiar que Papai Noel, na verdade, é uma lenda.

"Se até os 9-10 anos a criança ainda acreditar que Papai Noel é real, deve-se avaliar se ela está tendo a chance de entrar em contato com o mundo de faz de conta [por meio de livros, filmes e brincadeiras] ou com a realidade. Muitas vezes, Papai Noel e outras figuras continuam reais como alternativa de manter vivo um pedacinho do mundo da imaginação que não conseguiu ser preenchido com outros recursos criativos, ou como fruto da prioridade que se dá à fantasia em detrimento da realidade, pelas mais diversas razões. Por isto, o mais importante para a criança é poder transitar entre o mundo de fantasia e o real, sem priorizar um ao outro", explica a psicóloga.

Patrícia Grinfeld diz que mesmo que irmãos mais velhos ou parentes tentem dizer a verdade às crianças, isso não é um problema. Segundo ela, o importante é deixar que os pequenos questionem por conta própria e não fiquem sem respostas. "Como quase todas as suas perguntas são formuladas com base em hipóteses investigativas, não podemos desperdiçar este campo fértil, respondendo-a prontamente. Ao invés de servi-la com uma resposta fechada, pergunte-lhe o que ela imagina que é, acontece, significa. Desta maneira, estimulamos sua capacidade de construir pensamento, facilitando, assim, a ponte entre o mundo imaginário e a realidade", completa.

(com o site Ninguém Cresce Sozinho e Portal EBC)

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