Mina de carvão queima há incríveis 6 mil anos na Austrália

Os primeiros exploradores achavam que se tratava de um vulcão ativo, e só em meados do século XIX é que verificaram se tratar de uma jazida de carvão mineral

por João Paulo Martins 09/12/2015 09:29

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
YouTube/Reprodução
Exploradores acharam que a fumaça que saía do solo em Mount Wingen era de um vulcão. Só mais tarde descobriram ser um incêndio de 6 mil anos numa mina de carvão (foto: YouTube/Reprodução)
Incêndios em minas de carvão mineral não são novidade. No estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, por exemplo, a cidade de Centralia teve de ser abandonada em 1962 devido ao fogo que surgiu na mina que fica debaixo do município. São mais de 50 anos ininterruptos de um incêndio impossível de ser controlado. Se isso parece inacreditável, conheça, então, a montanha Mount Wingen, que fica na região de New South Wales, na Austrália, e que está pegando fogo há mais de 6 mil anos.

Segundo o site Atlas Obscura, a mina australiana vem consumindo, em média, um metro de carvão mineral por ano. Estima-se que a jazida original tenha ocupado uma área de 6,5 km.

Esse fogo contínuo, que é o mais antigo do mundo, chega a 30 m de profundidade. Curiuosamente, quando os colonizadores europeus chegaram na Mount Wingen, no século XVIII, achavam que se tratava de um vulcão em atividade, devido à fumaça que emanava do solo. Apenas em 1829 é que descobriram ser uma mina de carvão incendiada. Ela é conhecida popularmente como a "porta do inferno".

Confira abaixo um vídeo com o fogo australiano de 6 mil anos:

Últimas notícias

Comentários