Anvisa diz que repelentes são seguros para mulheres grávidas

Segundo a agência, desde que sejam devidamente registrados, os produtos são seguros para serem aplicados em gestantes e nos ambientes por elas frequentados

por Encontro Digital 11/12/2015 15:48

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A Anvisa alerta para os consumidores que analisem o rótulo do repelente para saber se o produto é registrado na agência e para saber qual é a forma de aplicação (foto: Pixabay)
Uma das formas de prevenção contra as infecções transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti – dengue, chikungunya e vírus zika –, é o uso de repelentes. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclarece que não há qualquer impedimento para a utilização desses produtos por mulheres grávidas, desde que estejam devidamente registrados na agência e que sejam seguidas as instruções de uso descritas no rótulo do produto.

Em crianças entre dois e 12 anos, a concentração da substância de repelência, chamada DEET, deve ser no máximo de 10% e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia. Concentrações superiores a 10% são permitidas para maiores de 12 anos.

Os repelentes devem ser aplicados nas áreas expostas do corpo e por cima da roupa. E devem ser reaplicados de acordo com a indicação de cada fabricante e em caso de suor excessivo ou contato com água. Para aplicação da forma spray no rosto ou em crianças, o ideal é aplicar primeiro na mão e depois espalhar no corpo, lembrando sempre de lavar as mãos com água e sabão depois da aplicação. Em caso de contato com os olhos, é importante lavar imediatamente a área com água corrente.

Repelentes ambientais também podem ser utilizados em ambientes frequentados por gestantes desde que cumpram as regras de registro na Anvisa e sejam obedecidos todos os cuidados e precauções descritas nos rótulos dos produtos. Por exemplo, alguns costumam instruir que se retire do local da aplicação as pessoas e os animais domésticos.

Esse tipo de repelente apenas afasta os mosquitos do ambiente, podendo ser encontrado na forma de espiral, líquido e pastilha utilizada, por exemplo, em aparelhos elétricos. Vale lembrar que os modelos elétricos ou espirais não devem ser utilizados em locais com pouca ventilação, ou mesmo na presença de pessoas asmáticas ou com alergias respiratórias.

Os inseticidas "naturais" à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação de eficácia nem a aprovação pela Anvisa, até o momento. Portanto, velas, odorizantes de ambientes, limpadores e os incensos, que indicam propriedades repelentes de insetos, não estão aprovados pela agência e não possuem eficácia comprovada.

Vale ressaltar que não há medicamentos aprovados com a finalidade de repelir insetos. A vitamina B ou tiamina, não apresenta eficácia comprovada como repelente pela Anvisa.

(com Ministério da Saúde)

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