Trabalhadores do Vale do Silício usam LSD, diz revista americana

Segundo a Rolling Stone, a droga 'ajuda' a aumentar a produtividade e a criatividade

por João Paulo Martins 11/12/2015 17:12

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Medscape.com/Reprodução
O consumo de LSD, segundo a revista Rolling Stone, é um 'combustível' para os trabalhadores do Vale do Silício, nos Estados Unidos (foto: Medscape.com/Reprodução)
Será que o sucesso conseguido pelas empresas de tecnologia situadas no chamado Vale do Silício, na Califórnia, Estados Unidos, se deve ao consumo da dietilamida do ácido lisérgico, popularmente conhecida como LSD? Segundo uma matéria publicada na versão americana da revista Rolling Stone, muitos profissionais estão consumindo microdoses da substância para ajudar na produtividade e na criatividade.

Como mostra a revista, o consumo de 10 a 15 microgramas de LSD, aproximadamente um décimo de uma dose "normal", seria suficiente para causar um efeito de subpercepção. "É o bastante para dar a sensação de mais energia; um pouco de inspiração; mas não o suficiente para causar uma 'viagem'", diz Rick Doblin, fundador e diretor da Associação Multidisciplinar para os Estudos de Psicodelia, dos Estados Unidos, na matéria da Rolling Stone.

Quem confirma as ações da microdose da droga é o pesquisador de psicodelia James Fadiman, que é um entusiasta do uso de psicotrópicos em porções menores, como forma de se obter "benefícios medicinais". Ele concedeu uma entrevista ao portal americano Motherboard, e diz que muitas pessoas que tomam a substância terminam o dia com a sensação de "trabalho feito". "Quem faz isso, come melhor, dorme melhor, está mais apto a fazer exercícios ou ioga ou meditação. É como se as informações estivessem sendo transmitidas de forma mais fácil pelo corpo", comenta o especialista.

Mas, nem toda experiência com microdoses de LSD terminam com resultado positivo. O radialista PJ Vogt, famoso pelo programa Reply All, em formato de podcast (áudio pré-gravado e divulgado online), fez um teste e relatou em um de seus áudios que teve experiências variadas no trabalho após usar a substância. "Alguns colegas descreveram meu comportamento como maníaco e estranho", diz Vogt no podcast.

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