Introdução alimentar deve ser momento de alegria, não de tensão, diz pediatra

O médico lembra ainda que é preciso oferecer alimentos diversos e de forma contínua aos bebês, para evitar alergias

por Encontro Digital 04/01/2016 14:52

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"Se você oferecer peixe um dia e voltar a oferecer seis meses depois, o risco de desenvolvimento de alergia aumenta", diz pediatra (foto: Pixabay)
Paciência e persistência são a chave para se introduzir alimentos na rotina dos bebês. Esse momento, iniciado geralmente no sétimo mês de vida do neném, gera muita tensão nos pais, mas, é importante saber que ele é decisivo para as crianças. Segundo o pediatra e sanitarista Daniel Becker, a introdução de bons hábitos alimentares logo no início da vida instaura aquilo que vai ser, talvez, a coisa mais importante para a saúde adulta, que é alimentação adequada.

Na opinião do médico, em entrevista ao programa Canal Saúde, da Fiocruz, os pais devem deixar a tensão e as expectativas de lado e priorizar a alegria na hora de oferecer alimentos para os filhos. "Afinal, é preciso confiar no bebê. O maior aliado da família na hora de alimentar um bebê é a fome. A fome é imperativa. Um bebê que está com fome vai comer", diz o especialista.

Sobre como começar, Daniel afirma que no Brasil existe a tradição de se oferecer primeiro a papinha de fruta, já que o gosto é mais próximo do do leite materno, e o bebê estaria, portanto, familiarizado com o sabor doce. A papinha salgada, porém, deve ser introduzida logo depois, na proporção de 1/3 de carboidrato, 1/3 de proteína e 1/3 de vegetais. De acordo com Becker, todos os tipos de cereais, legumes e proteínas devem ser oferecidos ao bebê. "O estudo das alergias alimentares, que têm aumentado de forma significativa, mostra que devemos oferecer todo tipo de alimento desde cedo e de forma consistente. Se você oferecer peixe um dia e voltar a oferecer seis meses depois, o risco de desenvolvimento de alergia aumenta", explica o médico.

(com Portal EBC)

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