Polêmico livro Mein Kampf, de Hitler, volta às livrarias da Alemanha

O texto antissemita, proibido após a derrota nazista na Segunda Guerra, ganha edição especial com notas críticas

por João Paulo Martins 08/01/2016 09:51

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Biblioteca do Estado da Bavaria/Correio da Manhã/Reprodução
O livro Mein Kampf, de Adolf Hitler, é visto como o ponto de partida para as ações antissemitas dos nazistas na Alemanha das décadas de 1930 e 1940 (foto: Biblioteca do Estado da Bavaria/Correio da Manhã/Reprodução)
Quando Adolf Hitler tentou um golpe para assumir o governo da Alemanha, em 1923, acabou sendo preso na cidade de Landsberg, que fica na região da Baviera. Durante o período em que ficou encarcerado, o líder nazista escreveu e publicou o livro Mein Kampf (ou Minha Luta), que acabou se tornando a base para o governo que dominou o estado germânico entre 1933 e 1945, e que levou à morte de 6 milhões de judeus. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, a obra, com teor extremamente antissemita, foi proibida na Alemanha. Mas, agora, ela acaba de ganhar uma edição especial, com notas críticas, e retorna às livrarias do país europeu.

Com cerca de 2 mil páginas, quase o dobro da edição original da década de 1920, o novo Mein Kampf possui comentários analíticos, feitos pelao Instituto de História Contemporânea de Munique, para mostrar os pontos que levaram ao poder o regime nazista e que culminaram no chamado holocausto. Os alemães que quiserem adquirir um exemplar, terão de desembolsar 59 euros (cerca de R$ 253). Não serão vendidas cópias digitais.

Essa é a primeira vez que a Alemanha disponibilizará a obra antissemita à população desde que se tornou proibida, há 70 anos – após o fim da Segunda Guerra. Até então, as únicas cópias existentes são datadas de antes de 1945. Apesar de ser extremamente polêmica, a volta de Mein Kampf é vista como uma forma de explicar às novas gerações como certas teorias podem surtir um efeito devastador na população, segundo o Instituto de História Contemporânea de Munique.

Mesmo alguns grupos judaicos não desaprovaram a publicação do livro de Hitler, por entenderem que a proibição gera ainda mais curiosidade nos mais jovens, e que a edição com comentários críticos pode ajudar a entender os crimes cometidos durante a Segunda Guerra.

(com jornal Diário de Notícias e agência AP)

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