Confira alguns momentos marcantes dos Jogos Olímpicos

De 1896 a 2012, as Olimpíadas costumam ser marcadas por atletas se destacam nas provas, seja pela superioridade técnica, seja pela superação

por Encontro Digital 13/01/2016 10:18

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Os Jogos Olímpicos costumam deixar lembranças dentro e fora das pistas, quadras e piscinas (foto: YouTube/Reprodução)
Desde a primeira edição dos Jogos Olímpicos da era moderna, em Atenas (Grécia), em 1896, o evento têm construído uma rica história, com conquistas esportivas inspiradoras. Nas Olimpíadas tudo está no limite, fazendo cada triunfo ainda maior e de tirar o fôlego.

Os jogos são marcados pela técnica apurada e também pela superação. Às vezes, um ferimento se transforma em combustível para que o atleta termine uma prova ou conquiste uma posição especial no ranking.

Confira abaixo alguns exemplos de momentos marcantes das Olimpíadas:
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Nos jogos de Berlim, de 1936, o corredor americano Jesse Owens cala Hitler e o estádio cheio de nazistas ao faturar três medalhas de ouro (foto: YouTube/History Channel/Reprodução)

Berlim, 1936: Owens quebra recordes e conquista ouro na Alemanha nazista

Aos 23 anos, o velocista Jesse Owens foi protagonista nas Olimpíadas de Berlim. A teoria nazista de superioridade da raça ariana foi derrubada pelo velocista negro e filho de escravos, Owens. Em seu país, o atleta ainda era obrigado a andar na traseira do ônibus, por conta da política de segregação racial que privilegiava brancos. Além dessa conquista, Owens levou para casa o ouro nos 200 m (20,7 s) e no salto em distância (8,13 m) – ambos com recordes olímpicos –, e no 4x100 m (39,8 s), ajudando o time norte-americano a bater o recorde mundial.
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O brasileiro Adhemar Ferreira da Silva se tornou uma 'lenda' do salto em distância (foto: YouTube/Reprodução)

Melbourne, 1956: brasileiro Adhemar Ferreira da Silva se torna bicampeão olímpico de salto triplo

O brasileiro Adhemar Ferreira da Silva conquistou reconhecimento internacional ao ganhar duas vezes seguidas a medalha de ouro olímpica no salto triplo nos Jogos Olímpicos de Helsinque, em 1952, e Melbourne, em 1956. Além das performances de sucesso nas provas, o brasileiro deixou sua marca no esporte por ter inventado a 'volta olímpica' para ser aplaudido de perto pelo público.

Em Helsinque 1952, em suas seis tentativas, o atleta bateu sucessivamente o recorde olímpico e mundial da prova por quatro vezes: 16,05 m; 16,09 m; 16,12 m e, por fim, 16,22 m, performance que o levou ao topo do atletismo internacional.

Em Melbourne 1956, consagrou-se campeão, tornando-se o até então único bicampeão brasileiro olímpico, com a marca de 16,35 m. Ele só seria igualado 48 anos depois pelos iatistas Robert Scheidt, Torben Grael, Marcelo Ferreira e pelos jogadores de voleibol Giovanni e Maurício, todos bicampeões olímpicos em Atenas 2004. Sua vitoriosa carreira no salto triplo, em especial depois de sua vitória em Melbourne, Austrália, conferiu-lhe o apelido de "Canguru Brasileiro".

Roma, 1960: etíope Abebe Bikila entra para a história ao vencer maratona com pés descalços

Durante a 17ª edição das Olimpíadas em Roma, o etíope Abebe Bikila conquistou a medalha de ouro na maratona e se tornou o primeiro competidor da África Subsaariana a ganhar uma medalha olímpica. Seu feito destaca-se ainda mais por ter sido o primeiro atleta a vencer uma maratona com os pés descalços. Após a conquista, foi recebido na Etiópia sob chuva de pétalas de rosa e confetes. O imperador também o condecorou com a Ordem da Estrela da Etiópia.

México, 1968: após cair, maratonista da Tanzânia corre maior parte do percurso com sangramento

Nas Olimpíadas de 1968, John Stephen Akhwari, da Tanzânia, chegou em último lugar na maratona. Ele correu a maior parte do percurso de 42 quilômetros pelas ruas da Cidade do México com uma perna enfaixada e sangrando, além das dores por conta de uma queda logo no início da corrida. Ele chegou mais de uma hora após o primeiro colocado e cerca de 20 minutos mais devagar que qualquer outro competidor. Mais tarde, perguntado sobre por que não tinha desistido da corrida, Akhwari pareceu perplexo e respondeu simplesmente: "Acho que vocês não entenderam. Meu país não me enviou à Olimpíada para começar a corrida. Eu fui enviado para completar a prova".
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Com apenas 14 anos, a ginasta Nadia Comaneci deixa o pública maravilhado em Montreal ao levar nota máxima nas barras paralelas assimétricas (foto: YouTube/Reprodução)

Montreal, 1976: Nadia Comaneci foi a primeira ginasta da história a obter a nota perfeita nas Olimpíadas

Aos 14 anos, a ginasta romena Nadia Comaneci encantou o mundo e os jurados nos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976, ao receber a primeira nota 10 da história da ginástica artística. Na competição qualificatória, a romena executou nas paralelas assimétricas uma rotina arrojada, que agradou ao público. No final da apresentação, após análise dos árbitros, o placar mostrou a nota "1.00". O ginásio ficou em silêncio, sem entender como aquela técnica poderia receber um score tão baixo. Contudo, logo foi notada a fragilidade dos placares: como um dez perfeito nunca havia sido atingido antes, não foram programados para registrar a nota. No dia seguinte, durante a final por equipes, Nadia atingiu suas segunda e terceira notas 10 ao executar o seu exercício na trave de equilíbrio e, novamente, nas barras assimétricas.
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A maratonista suíça Gabrielle Andersen-Scheiss dá exemplo de superação nos jogos de Los Angeles, em 1984, ao terminar a prova extremamente desgastada (foto: YouTube/Reprodução)

Los Angeles, 1984: maratonista suíça Gabrielle Andersen-Scheiss se arrasta até a linha de chegada

A maratonista suíça Gabrielle Andersen-Scheiss foi a 37ª colocada nas Olimpíadas de Los Angeles em 1984. A suíça radicada nos Estados Unidos chegou cambaleante ao estádio e protagonizou uma das cenas mais fortes das maratonas de todos os tempos, quando deu a última volta no Estádio se arrastando, atormentada por cãibras e dores, a poucos metros de uma chegada triunfal. Esta foi justamente a primeira maratona olímpica feminina, vencida pela estadunidense Joan Benoit.

Barcelona, 1992: "dream team" americano de basquete vai para Olimpíadas

A equipe masculina de basquete dos Estados Unidos selecionada para ir às Olimpíadas de 1992 foi apelidada de "dream team" ("time dos sonhos"). Isso porque a equipe era formada por grandes nomes da modalidade, como Michael Jordan, Charles Barkley, e Patrick Ewing, para citarmos alguns. Foi a primeira vez que um time ativo na NBA foi recrutado para os Jogos Olímpicos. O "time dos sonhos" fechou os Jogos Olímpicos de Barcelona invicto, com média de 45 pontos de vantagem.

Pequim, 2008: Phelps conquista oito ouros

O nadador norte-americano Michael Phelps conquista oito medalhas de ouro em Pequim. Nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004, ele havia conquistado seis ouros. No total, são 16 medalhas olímpicas, sendo 14 ouros e dois bronzes. Phelps superou seu compatriota Mark Spitz, que conquistou sete ouros na natação em Munique em 1972, marca que permaneceu insuperável por 36 anos.

Das oito provas que terminaram com medalha de ouro para Michael Phelps, apenas uma não teve o recorde mundial batido: os 100 m borboleta. Em provas individuais, Phelps conquistou o ouro na China nos 200 m e 400 m medley, nos 100 m e 200 m borboleta e nos 200 m livre. As outras três medalhas vieram em três revezamentos (4x100 m livre, 4x200 m livre e 4x100 m medley).

Phelps se tronou o maior fenômeno da história das Olimpíadas com o melhor desempenho de um atleta nos jogos.
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O velocista jamaicano Usain Bolt quebrou todos os recordes nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, e Londres, em 2012 (foto: Instagram/usainbolt/Reprodução)

Pequim, 2008 e Londres, 2012: jamaicano Usain Bolt leva ouros e bate recordes mundiais

Apelidado de "lightening bolt" (relâmpago), o atleta jamaicano Usain Bolt se tornou campeão olímpico e mundial, sendo recordista mundial dos 100 e 200 metros rasos, além do revezamento 4 x 100 m como integrante da equipe da Jamaica. Ele garantiu três ouros para seu país nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008 e nos de Londres em 2012. Seus feitos lhe garantiram o status de mais bem pago da história do atletismo.

O velocista anunciou que disputaria nos 100 e os 200 m em Pequim e se tornou o favorito para a vitória, ganhou na prova dos 100 m com novo recorde mundial, de 9,69 s, se tornando o primeiro homem abaixo de 9,7s. Depois da vitória nos 100 m, Bolt se concentrou em conquistar a medalha de ouro nos 200 m, para igualar a vitória dupla nos sprints de Carl Lewis em Los Angeles 1984 e junto com a nova vitória veio o recorde, com 19s30. No último dia do atletismo ele correu a terceira "perna" do revezamento 4x100 m junto com Asafa Powell, Nesta Carter e Michael Frater, e ganhou a terceira medalha de ouro com mais um recorde mundial (37,1 s), que pertencia aos norte-americanos desde Barcelona 1992.

Em 2012, repetiu suas vitórias em Londres. Apesar das conquistas das Olimpíadas anteriores, Usain Bolt já não era mais o favorito e sim seu compatriota:  Yohan Blake. No entanto, na final dos 100 m venceu novamente em 9s63, um tempo melhor que o de Pequim, deixando Blake em segundo. Nos 200 m, com a marca de 19,32 s, com Blake novamente em segundo e um pódio totalmente jamaicano com Warren Weir em terceiro lugar. No último dia do atletismo, Bolt integrou o revezamento 4x100 m jamaicano, com Yohan Blake, Michael Frater e Nesta Carter, conquistando sua terceira medalha de ouro nos Jogos, repetindo Pequim, que quebrou o próprio recorde mundial em 36,84 s, o primeiro revezamento dos 100 m abaixo dos 37 s.

(com Portal EBC)

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