Afinal, o zika vírus pode causar a Síndrome de Guillain Barré?

Especialista esclarece essa questão, que está assustando muitos brasileiros

por Vinícius Andrade 20/01/2016 08:27

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Segundo especialista, ainda não está comprovada a relação entre o zika vírus, transmitido pelo Aedes aegypti, e a Síndrome de Guillain Barré (foto: Pixabay)
Certamente você já deve saber que o zika vírus está relacionado aos diversos casos de microcefalia que vem assustando o país, conforme informação do Ministério da Saúde brasileiro. Mas, não para por aí. O vírus também pode estar associado à Síndrome de Guillain Barré, um doença neurológica rara que provoca fraqueza muscular e pode gerar paralisia em membros do corpo e até levar o paciente à morte.

Isso é tão sério que a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), órgão ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS), emitiu uma atualização epidemiológica aos seus estados-membros devido ao aumento de anomalias congênitas e de ocorrência da Síndrome de Guillain Barré em áreas onde circula o zika vírus.

No alerta, a Opas recomenda que os países estabeleçam e mantenham a capacidade de detectar e confirmar casos de infecção por zika e preparem os serviços de saúde para responder a um possível aumento da demanda por assistência especializada a síndromes neurológicas.

Relação com a síndrome

Segundo o infectologista Estevão Urbano, presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, muitos detalhes ainda precisam ser esclarecidos, mas a relação entre o zika vírus e a síndrome, de fato, existe. Mas, algumas questões ainda ficam sem respostas: depois de ter contraído a doença, a síndrome leva quanto tempo para aparecer? Qual o percentual de pessoas que tiveram o zika e desenvolveram o problema neurológico?

"Por inferência em uma relação de causa e efeito, chegou-se a essa relação entre o zika e a Síndrome de Guillain Barré. Pode ser que daqui para frente exista um estudo maior de casos, e, assim, se saiba que essa relação é uma coincidência. Mas, hoje, a Medicina já considera essa relação real", destaca o infectologista.

O dano nervoso provocado pela Síndrome de Guillain Barré leva a formigamento, fraqueza muscular e até mesmo paralisia. Não existe cura para esse problema. Entretanto, há muitos tratamentos disponíveis para ajudar a reduzir os sintomas, tratar as possíveis complicações e acelerar a recuperação do paciente.

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