Quase 400 cidades chinesas registram poluição acima do recomendado em 2015

Segundo o Greenpeace, o nível de partículas perigosas nessas cidades é cinco vezes maior que o indicado pela OMS

por Encontro Digital 20/01/2016 09:20

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EPA/Businesstimes.com.sg/Reprodução
No ano passado, a cidade de Pequim, capital da China, chegou a registrar um nível de poluição 27 vezes acima do recomendado pela OMS (foto: EPA/Businesstimes.com.sg/Reprodução)
Os níveis de poluição em quase 300 cidades chinesas excederam amplamente os padrões de qualidade nacionais em 2015, apesar de ligeiras melhorias registradas nas áreas mais poluídas, informa a organização ambientalista Greenpeace, em relatório divulgado nesta quarta, dia 20 de janeiro.

Segundo os padrões chineses, o máximo recomendado de concentração de partículas PM2.5 – as mais finas e suscetíveis de se infiltrarem nos pulmões – é de 35 microgramas/m³.

O nível de poluição nas 366 cidades testadas foi cinco vezes superior ao máximo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 25 microgramas/m³.

O uso de carvão como fonte de energia é generalizado e emissões da indústria pesada cobrem as cidades chinesas em uma nuvem de poluição, que provoca anualmente milhares de mortes prematuras.

Pequim foi a 27ª cidade mais poluída, com média de 80,4 microgramas por metro cúbico, uma redução de 3,3% em relação a 2014. Os meses de novembro e dezembro foram os piores dos últimos três anos na capital chinesa.

Na província vizinha de Hebei, a cidade industrial de Baoding foi a segunda com os mais altos níveis de poluição no ano passado - uma média de 107 microgramas/m³.

"As causas da frequente incidência de nuvens de poluição em Pequim e nas regiões vizinhas foram o vento e a umidade", acrescenta o Greenpeace em comunicado à imprensa.

"Apesar de as condições climáticas ajudarem a explicar a poluição, a principal causa continua a ser o excessivo uso do carvão no Norte da China", diz ainda a nota.

A cidade mais poluída foi Kashgar, na região autônoma de Xinjiang, no noroeste da China, com média de 119,1 microgramas/m³.

Pequim decretou em dezembro do ano passado, por duas vezes, o alerta vermelho (o mais alto) por poluição atmosférica, em uma decisão inédita e que deverá se repetir sempre que a concentração de partículas PM2.5 for superior a 300 microgramas/m³ ao longo de três dias consecutivos.

(com Agência Lusa e Portal EBC)

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