Romário 50 anos: para além do tetra, relembre cinco momentos da vida do 'baixinho'

Carreira de sucesso do craque brasileiro vai das Olimpíadas de 1988 aos polêmicos mil gols

por Encontro Digital 29/01/2016 10:16

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Irreverente e polêmico, Romário deixou sua marca no futebol mundial, com grandes exibições na Seleção Brasileira e no Barcelona (foto: YouTube/Reprodução)
Gênio da grande área, baixinho, marrento e polêmico. Adjetivos positivos e negativos não faltam quando estamos falando de Romário de Souza Faria, ou simplesmente Romário. Nesta sexta-feira, dia 29 de janeiro, o herói do tetracampeonato mundial de 1994 se torna um "cinquentão". Para homenageá-lo, o Portal EBC selecionou cinco momentos da vida do ex-jogador e atual senador. Com um detalhe: a Copa de 1994 está fora da lista por ser unanimidade.

Olimpíadas de 1988

Poucos sabem, mas Romário já foi medalhista olímpico. Nas Olimpíadas de Seul, em 1988, ele integrou a seleção brasileira e foi colega de jogadores que futuramente ganhariam a Copa de 1994, como Taffarel, Dunga, Jorginho, Mazinho e Bebeto. O Baixinho começou a competição com tudo: marcou cinco gols nos dois primeiros jogos (4 a 0 na Nigéria e 3 a 0 na Austrália) e o Brasil seguia firme na competição.

Nas semifinais, contra a Alemanha, o jogador salvou o Brasil da derrota faltando dez minutos para o jogo acabar, a vitória veio com 3 a 2 nos pênaltis. Na final, o Brasil era favorito contra a União Soviética. Aos 29 minutos do 1º tempo, Romário abriu o placar. Porém, os soviéticos viraram e o Brasil não conquistou o tão sonhado (até hoje) ouro. Romário terminou como artilheiro do torneio e garantiu uma transferência para a Europa.
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Na Copa de 1994, o 'baixinho' foi o grande diferencial do Brasil na conquista do tetracampeonato (foto: YouTube/Reprodução)

Herói das Eliminatórias para a Copa de 1994

O tetracampeonato mundial de futebol em 1994 fez com que muitas pessoas esquecessem a campanha irregular que a seleção brasileira teve nas eliminatórias da Copa do Mundo no ano anterior. Em um grupo de cinco equipes, o Brasil chegou à última rodada precisando da vitória contra o Uruguai para se classificar para o Mundial.

Romário não havia sido convocado para nenhum jogo após brigar com o técnico Parreira por ter ficado na reserva em um jogo contra a Alemanha em 1992. A pressão pela convocação tomava conta da opinião pública e Romário acabou sendo chamado para o jogo. Com mais de 100 mil pessoas no Maracanã, ele fez o melhor jogo de sua carreira (de acordo com o próprio jogador em entrevistas).

No primeiro tempo, ele infernizou a defesa uruguaia, mas parou nas defesas de Siboldi e na trave. No segundo tempo, não teve jeito de pará-lo. No alto do seu 1,67 m, ele marcou o primeiro gol de cabeça após cruzamento de Bebeto. Depois, marcou um golaço dando um drible de corpo no goleiro uruguaio. Brasil 2 a 0. Depois deste jogo, Romário virou unanimidade e não deixou mais de ser convocado até a conquista do tetra.

Virada histórica em 2000

Apesar de ter jogado em diversos clubes brasileiros, foi no Vasco que Romário realmente brilhou. E o auge da estada do baixinho no Brasil foi no final do século XX. E o ápice dele aconteceu no dia 20 de dezembro de 2000. Palmeiras e Vasco decidiam a recém-criada Copa Mercosul. Em uma final disputada em três jogos, cada um havia vencido uma partida.

No dia 20/12, os times decidiam quem levava o torneio. No primeiro tempo, o Palmeiras abriu 3 a 0 e a torcida gritava “é campeão”. Porém Romário teve, no segundo tempo, umas das atuações mais memoráveis da carreira. Logo no início da segunda etapa, o baixinho marcou duas vezes. Depois Juninho Paulista marcou mais um. Aos 48 do segundo tempo, quando o jogo parecia ir para os pênaltis, Juninho bateu para o gol, a bola desviou na zaga e sobrou para Romário decretar a virada mais impressionante da sua carreira.

Com controvérsias, mil gols

Já no final da sua carreira, Romário começou a alcançar uma meta de fazer 1.000 gols durante a carreira e se igualar a Pelé, que foi desafeto de Romário por muito tempo. A marca foi alcançada assim como a do Rei do Futebol: com um gol de pênalti na vitória por 3 a 1 contra o Sport no dia 20 de maio de 2007. Para o baixinho, essa foi uma das últimas glórias dentro de campo (a única glória posterior foi ganhar um título pelo América-RJ, time do coração).

Porém, há controvérsias sobre a marca de Romário. O jogador contabilizou 1002 gols na carreira, mas incluiu jogos não-oficiais (incluindo jogos treinos) e de campeonatos quando ainda não era profissional. De acordo com a The Rec Sport Soccer Statistics Foundation (entidade que reúne estatísticas do futebol), Romário tem “apenas” 772 gols em jogos oficiais e 968 no total. Para a associação, o baixinho não fez mil, mas fez mais gols em jogos oficiais do que Pelé, que tem 767 registrados.

Baixinho troca chuteira pela gravata

Depois que encerrou a carreira de jogador, Romário foi ainda treinador no Vasco da Gama, como dirigente no América (RJ) e até como comentarista da TV Record. Porém, acabou se dedicando à vida política, em 2010, ele foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro. No primeiro discurso levantou a bandeira de legislar pelo esporte e pelas pessoas com deficiência, o ex-jogador tem uma filha com síndrome de down.

Em 2014, foi eleito senador pelo Rio de Janeiro. No final de 2015, teve o seu pedido da CPI do Futebol, que investiga ações da CBF e do Comitê organizador da Copa do Mundo. Até o momento, a CPI não apresentou relatório final, ela tem duração prevista até agosto.
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Após 'aposentar' do futebol, Romário se enveredou na política e vem mostrando um ótimo serviço como senador pelo Rio de Janeiro (foto: Facebook/romariodesouzafaria/Reprodução)

Polêmicas e mais polêmicas

Claro que uma lista de “melhores momentos” de Romário não poderia deixar de ter um capítulo especial para as inúmeras polêmicas dentro e fora dos campos. Companheiros de times, rivais de outros clubes, técnicos, dirigentes, torcedores, imprensa... nos 50 anos de vida, o número de confusões em que ele se meteu é imenso.

Na época em que era jogador, teve uma relação de amor e ódio com outro craque polêmico: Edmundo. Os dois brigaram juntos contra jogadores argentinos do Vélez Sarsfield em 1995. Já em 1999 trocaram farpas pela imprensa, Edmundo chamou Romário de “príncipe” e o baixinho respondeu chamando de bobo da corte.

Romário também teve como alvo figuras notáveis do futebol brasileiro. Para Pelé, disse que “calado é um poeta”. A Zico e Zagallo fez uma “homenagem” com caricatura nas portas do banheiro de um bar que inaugurou.

Fora do futebol, Romário teve uma confusão recente com a revista Veja. Após uma reportagem que falava que ele tinha dólares na Suíça, o jogador desmentiu a revista e disse que se tratava de um extrato falso. Posteriormente, ele disse que tinha um conta na Suíça quando jogava na Europa (entre 1988 e 1994), mas não sabia se a conta havia sido fechada.

(com Portal EBC)

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