Estados Unidos confirmam caso de transmissão sexual do zika

Paciente é do Texas e fez sexo com uma pessoa que tinha viajado para a Venezuela

por João Paulo Martins 03/02/2016 16:50

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Apesar de um paciente americano ter contraído zika vírus após uma relação sexual, essa forma de transmissão não está comprovada (foto: Pixabay)
No dia 2 de fevereiro, autoridades de saúde da cidade de Dallas, no estado do Texas (EUA), anunciaram o primeiro caso de contaminação por zika vírus originada de uma relação sexual. Essa seria, portanto, a primeira ocorrência de transmissão da doença por meio do sexo. Apesar do caso ter sido reconhecido pelo Centro de Controle e Prevenão de Doenças dos Estados Unidos, o órgão oficial do governo americano não confirmou essa forma de transmissão.

O paciente de Dallas, que não teve o nome divulgado, contraiu o vírus após relação sexual com uma pessoa que, recentemente, teria viajado dos Estados Unidos para a Venezuela. "Agora que sabemos que o zika vírus pode ser transmitido pelo sexo, precisamos reforçar nossa campanha para educar o público sobre os métodos de proteção própria e de outros. Ao lado da abstinência, a camisinha é a melhor forma de proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis", diz Zachary Thompson, diretor de serviços humanitários e de saúde da cidade de Dallas.

Essa possibilidade de transmissão sexual do zika vírus já havia sido sugerida por autoridades brasileiras. Porém, a principal forma de contaminação do zika é por meio da picada do mosquito Aedes aegypti. Curiosamente, dos casos da doença registrados nos Estados Unidos, nenhum está relacionado diretamente ao mosquito.

Até agora, a doença já foi registrada em 32 países do mundo, sendo o Brasil o mais afetado. Desde outubro de 2015, já foram reportados mais de 4 mil casos de bebês diagnosticados com microcefalia – quando nascem com o diâmetro do crânio bem abaixo do normal.

Ainda no dia 2 de fevereiro, segundo a agência de notícias Associated Press, a Unicef, ógão da ONU para a infância e juventude, solicitou às autoridades mundiais o repasse de US$ 9 milhões (cerca de R$ 36 milhões), para ajudar na educação das comunidades mais pobres do Brasil sobre a erradicação dos criadouros do Aedes e na prevenção da mordida do mosquito.

(com The Huffington Post)

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