Que tal viajar até Marte gastando apenas três dias?

Nasa pretende usar laser para conseguir uma propulsão em altíssima velocidade

por João Paulo Martins 26/02/2016 11:22

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O projeto da Nasa prevê uma mega vela adicionada numa espaçonave, que, ao ser atingida por um feixe de laser concentrado, atingirá altas velocidades (foto: YouTube/Reprodução)
Esqueça a ficção científica e as espaçonaves que voam em velocidades acima da utilizada pela luz, que é de cerca de 300 mil m/s. As leis da física já deixaram claro que é praticamente impossível alcançar esse patamar, ainda mais ultrapassá-lo. Sabendo disso, a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) está trabalhando num projeto de propulsão espacial que pretende usar laser, formado por fótons (partículas que compõem a luz), para reduzir o tempo das viagens em nosso Universo.

Sob responsabilidade do físico Philip Lubin, o departamento de Pesquisa Científica da Nasa está pesquisando um sistema que usa feixes concentrados de laser para impulsionar uma espécie de vela, que ficará na parte de trás da nave. Com isso, seria possível chegar a uma velocidade bem próxima da utilizada pela luz, o que tornaria uma viagem a Marte bem mais acessível.

Hoje, para se chegar ao Planeta Vermelho, um foguete comum, a combustão, leva em média cinco meses. Com o projeto de Philip Lubin, a viagem poderá ser feita em apenas três dias. "Face à atual realidade científica, estes avanços recentes parecem saídos de um cenário de ficção. A aceleração electromagnética, ou uso dos fótons, é limitada apenas pela velocidade da luz, enquanto os sistemas de combustão estão limitados à energia de processos químicos", diz o cientista no texto de divulgação do estudo.

Como explica Lubin, os fótons não possuem massa, mas são dotados de energia e força cinética gigantescas. Com isso, ao se chocarem contra um objeto, por exemplo, uma vela espacial, transferem parte dessas forças para o alvo, gerando um mega impulso.

Se você acha que essa proposta da Nasa é muito incrível para ser verdade, saiba que a pesquisa já vem sendo feita há tempos, e que a equipe de Philip Lubin recebeu, em 2015, autorização e investimento da agência espacial para iniciar os testes reais. "É hora de começar esta nova jornada, que vai além de nossos lares", diz o cientista.

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