Após ficar 56 minutos 'morta', inglesa diz que seu falecido marido a mandou 'voltar'

Sonia Burton, que tem quatro filhos, teve um infarto e ficou quase uma hora sem o coração bater

por João Paulo Martins 29/02/2016 14:09

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YouTube/Reprodução
A inglesa Sonia Burton (detalhe), de 50 anos, ficou 'morta' clinicamente por 56 minutos, e teria encontrado o falecido marido nesse período (foto: YouTube/Reprodução)
Você acredita em vida após a morte? E nos inúmeros relatos de pessoas que tiveram a chamada "experiência de quase morte"? Um caso recente está chamando a atenção na internet. No dia 23 de fevereiro, Sonia Burton, de 50 anos, estava em seu trabalho, no Gala Bingo Hall, na cidade de Ashington, Inglaterra, quando teve um infarto. A equipe de resgate demorou cerca de quatro minutos para chegar até o bingo. Por quase uma hora, os paramédicos trabalharam na ressuscitação da inglesa, que é mãe de quatro filhos. Durante o período em que esteve "morta" clinicamente, Sonia diz que encontrou com seu falecido marido, John, que havia morrido em 2004, vítima de um ataque cardíaco.

"Eu conversei com ele. John disse que não era minha hora e que deveria voltar para as 'crianças'. Para ser honesta, me senti muito confortável", conta Sonia Burton, em entrevista ao jornal inglês Daily Mail. Porém, ela revela que não se lembra de nenhum outro detalhe desse período em que esteve "morta".

Durante todo o trajeto até o hospital Northumbria Specialist Emergency Care, que fica em Cramlington, a 17 minutos de Ashington, os paramédicos fizeram os procedimentos necessários para que o coração dela voltasse a bater. Quando chegou à emergência, Sonia ainda estava inconsciente, mas já respirava naturalmente. Em seguida, ela foi transferida para outro hospital, onde passou por uma cirurgia para receber uma ponte de safena.

Segundo o paramédico Stephen Eke, essa é a primeira vez que vê uma pessoa voltar da "morte", após ficar tanto tempo com o coração sem bater. "Normalmente, costumamos ter o retorno do pulso em uma a cada 10 pessoas. Além disso, a adrenalina faz o coração bater de novo, e conforme seu efeito some, o órgão volta a trabalhar de forma natural", afirma Eke ao periódico Daily Mail.

Experiência de quase morte

Como explica o portal Ceticismo Aberto, não se pode negar que as chamadas experiências de quase morte realmente aconteçam. A polêmica está na forma como as pessoas que estiveram "mortas" interpretam esse momento. "As pessoas interpretam erroneamente as suas experiências o tempo todo. Sem dúvida, muitas pessoas que relatam experiências de quase morte são profundamente afetadas por elas, mas, geralmente, mais como um resultado de suas interpretações das experiências do que como resultado da experiência em si", diz um texto sobre o assunto no site especializado em "desmistificar o deconhecido".

Ou seja, as supostas experiências "fora do corpo" não passam de leituras erradas do cérebro. As pessoas são induzidas a entenderem a "realidade" de forma desvirtuada. "Evidências de que experiências fora do corpo nada têm a ver com almas deixando corpos podem ser encontradas na observação de que elas também têm sido relatadas por pessoas acordando do sono, recuperando-se de anestesia, enquanto estão desmaiando, durante convulsões, durante enxaquecas e quando estão em altas altitudes", explica a página Ceticismo Aberto.

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