Empresa paga US$ 13 mil por ano por fezes de americanos

O material é usado para ajudar pacientes que sofrem de uma séria infecção intestinal

por João Paulo Martins 03/03/2016 14:30

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Wikimedia/Reprodução
Para ganhar até R$ 52 mil por ano com doação de fezes, é preciso passar por uma seleção extremamente rigorosa da OpenBiome, empresa sem fins lucrativos dos Estados Unidos (foto: Wikimedia/Reprodução)
Dizer que uma empresa está interessada em pagar por suas fezes, parece loucura, certo? Não para a OpenBiome, uma instituição americana sem fins lucrativos, que possui um serviço de compra de material fecal para ser usado no tratamento de infecção intestinal causada pela agressiva bactéria C. difficile.

Segundo a própria empresa, um em cada cinco pacientes infectados por essa bactéria readquirem a doença após o uso de antibióticos. A questão é tão séria, que, a cada ano, cerca de 30 mil pessoas morrem apenas nos Estados Unidos, vítimas das consequências causadas pela C. difficile.

Uma forma de tratar esse grave problema é por meio do transplante de microbiota fecal. Para se fazer esse procedimento, que se mostrou efetivo em 90% dos casos, as fezes de um doador sadio são inseridas no cólon do paciente receptor. É aí que entra a OpenBiome. Ela fornece o material certificado para quem precisa desse tipo de transplante.

Os doadores de fezes precisam ser saudáveis, ter entre 18 e 50 anos, e não possuir um IMC (índice de massa corporal) acima de 30. Além disso, são exigidos diversos exames de sangue e fezes, que devem ser refeitos a cada 60 dias. O interessado pode ganhar até US$ 13 mil (cerca de R$ 52 mil) por ano e a retirada do material fecal é feita durante cinco dias da semana, na sede da empresa, na cidade de Medford, no estado de Massachusetts (EUA).

"É mais difícil ser um doador de fezes do que entrar para o MIT [Instituto de Tecnologia de Massachusetts]", diz Mark Smith, co-fundador da OpenBiome, em entrevista ao portal de notícias Inquisitr. A OpenBiome foi criada em 2012 e apenas 4% dos que se inscrevem para serem doadores são aprovados.

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