Telescópio Hubble encontra a galáxia mais antiga já vista

Chamada de GN-z11, ela foi formada 'apenas' 400 milhões de anos após o Big Bang

por João Paulo Martins 04/03/2016 12:12

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YouTube/Nasa/Reprodução
A galáxia recém descoberta, intitulada GN-z11, foi encontrada na direção da constelação da Ursa Maior, a 13,4 bilhões de anos-luz da Terra (foto: YouTube/Nasa/Reprodução)
Desde que foi lançado em abril de 1990, o telescópio espacial Hubble (o nome foi dado em homenagem ao astrônomo americano Edwin Hubble) já realizou diversas varreduras do espaço, e foi responsável por descobertas incríveis, que ajudaram a revolucionar a ciência. Agora, esse importante instrumento astronômico deu um passo ainda mais longe, ao conseguir "enxergar" a galáxia mais antiga já observada em nosso Universo.

Na sexta, dia 26 de fevereiro, a Nasa anunciou que o Hubble quebrou seu recorde de alcance ao registrar a galáxia GN-z11, que está localizada a 13,4 bilhões de anos-luz da Terra. Ela fica na direção da constelação da Ursa Maior, e teria surgido "apenas" 400 milhões de anos após o Big Bang. Vale lembrar que quanto mais distante de nosso planeta está um astro, mais antigo ele é. Isso se deve à velocidade com que a luz desse objeto demora para "chegar" à Terra.

"Nós demos um grande passo para o passado, muito além do que podíamos esperar ao usar o Hubble. Nós encontramos a GN-z11 no momento que o Universo tinha apenas 3% de sua idade atual", diz o astrônomo Pascal Oesch, da Universidade de Yale, em nota enviada à imprensa.

Como mostra a Agência Espacial Norte-Americana, conforme o Universo se expande, os objetos mais distantes parecem "fugir" da Terra, e a luz deles sofre uma distorsão, ficando com o comprimento de onda mais avermelhado, num fenômeno conhecido como "desvio para o vermelho". Com isso, para se determinar a distância de um astro, basta medir seu "desvio". "Quanto maior o desvio para o vermelho, mais distante está a galáxia", explica a Nasa.

A intenção da agência espacial é chegar ainda mais longe no Universo. Para isso, os astrônomos americanos utilizarão o telescópio espacial James Webb, que deverá ser lançado em 2018. Ele terá um espelho primário com área seis vezes maior que a do Hubble, possibilitando, assim, captar ainda mais luz.

(com The Huffington Post)

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