Origem de dedo gigante mumificado permanece sem explicação

A única evidência desse 'achado arqueológico' é uma fotografia de 1988

por João Paulo Martins 07/03/2016 13:31

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Gregor Spörri/Reprodução
Fotógrafo suíço registrou a imagem do inexplicável dedo gigante mumificado, que fazia parte do acervo de uma família egípcia, conhecida por abrigar saqueadores de tumbas (foto: Gregor Spörri/Reprodução)
Quando o fotógrafo suíço Gregor Spörri estava viajando pelo Egito, em 1988, não pensou duas vezes para visitar a casa de uma família cujas origens estavam ligadas a saqueadores de tumbas. Ao entrar na residência, que fica numa fazenda a 100 km de Cairo, capital do Egito, o turista pagou US$ 300 (cerca de R$ 1.140) para ter acesso aos "tesouros" que estavam ali há anos. Entre as "relíquias", Spörri econtrou algo inacreditável: um dedo mumificado de 38 cm de comprimento.

Segundo o suíço, o membro gigante estava guardado numa caixa comprida e enrolado em panos de aparência antiga. "Era uma caixa alongada, que cheirava a mofo. Fiquei espantado com a relíquia marrom escura. O dedo estava rachado e coberto com mofo seco. Meu coração batia na boca. Foi incrível", conta Gregor Spörri ao site do jornal alemão Build. Ele revela ainda que a família egípcia permitiu que fossem tiradas fotos daquela estranha "relíquia" arqueológica. Colocaram até uma nota ao lado do artefato, para mostrar as dimensões. Os donos daquele curioso material ainda fizeram questão de mostrar para o fotógrafo um suposto certificado de autenticidade e uma suposta radiografia do dedo – ambos datados da década de 1960.

Pelos cálculos da publicação alemã, um dedo de 38 cm teria de pertencer a um ser humano com cerca de 3,6 m de altura. Como isso não é possível, biologicamente falando, a descoberta do fotógrafo traz à tona as antigas lendas de gigantes, como os chamados nefilins, que, segundo a bíblia judaica, teriam habitado a região de Canaã (onde hoje existe Israel), há milhares de anos, antes do dilúvio.

Gregor Spörri não teve mais contato com a família egípcia detentora do estranho dedo mumificado. Em 2009, ele retornou ao Egito, para tentar verificar a história desse "achado" arqueológico, mas não conseguiu novas informações. Ele descobriu apenas que havia um sarcófago gigante, inacabado, na parte de baixo da pirâmide de Gizé. Porém, não foi possível vincular essa descoberta ao dedo.

Curiosamente, após essa nova visita ao Egito, o fotógrafo decidiu mudar de vida e lançou um livro intitulado The Lost God: Tag der Verdammnis (O Deus Perdido: Dia do Juízo Final, em tradução livre), que, em forma de suspense, relata uma história ficcional sobre uma misteriosa relíquia e as aventuras criadas por aqueles que tentam decifrá-la. "Eu não sou cientista. Construí o romance para que fugisse da explicação científica. Os leitores devem olhar para a relíquia e tirar suas próprias conclusões", diz Spörri ao site do Build.

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