Qual o efeito do remédio Mildronate, que causou o doping da tenista Maria Sharapova?

Medicamento é indicado para quem tem problemas circulatórios

por Vinícius Andrade 10/03/2016 08:44

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YouTube/Reprodução
A tenista russa Maria Sharapova fez um pronunciamento público para dizer que foi pega no teste antidoping do Aberto da Austrália, pelo uso de Mildronate (foto: YouTube/Reprodução)
A tenista Maria Sharapova surpreendeu o mundo esportivo nos últimos dias ao revelar que foi flagrada num exame antidoping realizado durante o Aberto da Austrália, neste ano. A russa, de 28 anos, número sete no ranking mundial, admitiu que fazia uso do medicamento chamado Mildronate desde 2006, para combater o diabetes e que não checou a lista de remédios proibidos, para saber se constava a substância. Mas, afinal, que substância é essa que manchou a carreira da mulher mais bem paga do esporte mundial, segundo a revista Forbes?

O Mildronate, também chamado de Meldonium [2-(2-Carboxyethyl)-1,1,1-trimethylhydrazinium], é comercializado apenas em países do Leste Europeu. Ele foi criado para tratamento de pacientes com problemas cardíacos e normalmente é receitado para quem sofre de angina, enfarte do miocárdio e insuficiência cardíaca crônica. Porém, é muito utilizado por atletas por aumentar o desempenho do metabolismo, o que leva a uma maior resistência na prática de esportes.

A Agência Mundial de Antidoping (Wada) decidiu proibir o uso do Mildronate por considerar que os atletas se aproveitavam do medicamento para melhorar o desempenho esportivo. No caso da Sharapova, a tenista alega fazer uso do remédio por indicação médica, já que teria insuficiência de magnésio no organismo e histórico familiar de diabetes.

"Isso não exime Sharapova da responsabilidade de comunicar à Wada o uso da substância proibida. Ela deveria ter solicitado o uso com essa justificativa, e a comissão iria analisar o caso", argumenta João Antônio da Silva Júnior, médico do esporte e agente de controle de dopagem, e diretor científico da Sociedade Mineira de Medicina do Exercício e do Esporte.

A tenista russa será suspensa, de maneira provisória, a partir de 12 de março, à espera do "desenrolar" do processo.

O Meldonium já fez outras vítimas no mundo esportivo. Seis competidores de luta olímpica da Geórgia (país que pertencia à extinta União Soviética) foram pegos devido ao uso do medicamento. Destes, apenas um assumiu a culpa: Davit Modzmanashvili, medalha de prata nos jogos de Londres, em 2012, na categoria até 120 quilos.

Não se sabe ainda quem são os outros cinco lutadores que também caíram no teste antidoping, já que eles não assumiram, até o momento, o uso do medicamento proibido durante as competições. Por sua vez, a Federação de Luta Olímpica da Geórgia informou que nenhum dos atletas envolvidos nessa polêmica do doping está confirmado para participar dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.

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