China bane homossexualidade e bruxaria da televisão

O governo chinês emitiu um documento em dezembro de 2015 com uma lista de temas censurados

por João Paulo Martins 15/03/2016 09:14

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Viki.com/Reprodução
A série Go Princess Go, do canal chinês LeTV, foi retirada do ar por conter conteúdo sexual, violento e "controverso" (foto: Viki.com/Reprodução)
Quando se fala em China, além do poderio econômico, é impossível não lembrar da rigidez com que o governo da potência oriental controla a informação divulgada pela imprensa e pelas páginas na internet. Agora, a censura de conteúdos considerados subversivos ficou ainda mais rígida. Desde dezembro de 2015, está em vigor na China um documento intitulado Princípio Geral de Conteúdo para Produção Dramática em Televisão. Ele restringe a exibição na TV de temas como homossexualidade, drogas e até bruxaria.

A nova "lei", que serve de "guia" para as emissoras de televisão e portais da internet, foi asinada por Li Jingsheng, chefe do setor de conteúdo dramático para televisão da Administração Federal de Imprensa, Publicações, Rádio, Filmes e Televisão.

Além da proibição de exibirem conteúdos de cunho sexual, especialmente pornografia e "promiscuidade", as redes de televisão da China também não podem veicular temas religiosos considerados subversivos, como reencarnação, bruxaria e possessão espiritual. Outros assuntos considerados tabus e que não podem ir ao ar são drogas, incluindo cigarro, bebidas, romance juvenil e cenas de luta.

O controverso documento já está dando resultado, segundo matéria divulgada pelo jornal chinês South China Morning Post. A série online Addiction, que trata de romance homossexual entre jovens, foi retirada da internet no início de março deste ano. Quem também foi vítima da censura do governo chinês é o programa Go Princess Go, do canal LeTV, que teria "muito sexo, violência e conteúdo controverso".

Ainda segundo o jornal, muitos jovens preferem assistir programas e vídeos veiculados em sites da internet, para fugir de canais estatais de televisão, como o China Central Television (CCT), que "teriam muitas propagandas do governo".

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