Arqueólogos encontram destroços de importante navio do explorador Vasco da Gama

Entre os achados está uma moeda de prata raríssima, datada de 1499

por João Paulo Martins 15/03/2016 17:03

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Facebook/esmeraldashipwreck/Reprodução
No sítio arqueológico submarino em Omã, cientistas encontraram relíquias referentes ao naufrágio do navio Esmeralda, pertencente à esquadra de Vasco da Gama (foto: Facebook/esmeraldashipwreck/Reprodução)
O mais famoso explorador português, Vasco da Gama, fez sua primeira viagem em direção à Índia entre os anos de 1497 e 1499. Nessa época, ajudou a definir a primeira rota marítima entre a Europa e a Ásia. Mais tarde, ele realizou sua segunda viagem à "terra das especiarias", entre 1502 e 1503, e sua esquadra era composta por cinco navios, entre eles, Esmeralda e São Pedro. Uma tempestade, em 1503, acabou provocando o naufrágio do navio Esmeralda, na costa da ilha de Al Hallaniyat, na região de Dhofar, em Omã, no Oriente Médio.

Os destroços do navio ficaram perdidos por centenas de anos, até que, nesta terça, dia 15 de março, arqueólogos divulgaram a descoberta de importantes relíquias pertencentes a esse naufrágio. A informação foi publicada no periódico científico International Journal of Nautical Archaeology, que pertence à Sociedade de Arqueologia Náutica da Inglaterra.
Segundo as informações divulgadas pelos arqueólogos, o local do naufrágio do navio Esmeralda já havia sido descoberto em 1998, data que celebrava os 500 anos da rota de Vasco da Gama para a Índia. Porém, apenas em 2013 tiveram início as investigações submarinas. Entre 2014 e 2015, os arqueólogos marinhos descobriram nada menos que 2,8 mil artefatos próximos no mar de Omã.
Twitter/davidlmearns/Reprodução e YouTube/Reprodução
Entre as relíquias encontradas no fundo do mar, destaque para uma esfera de bronze (detalhe) com emblemas pessoais do rei Dom Manuel I (foto: Twitter/davidlmearns/Reprodução e YouTube/Reprodução)


Entre as relíquias recuperadas pelos pesquisadores no fundo do oceano, destaque para um disco de cobre com o brasão real português e com a esfera armilar (ferramenta astronômica), que compunham o emblema pessoal do rei Dom Manuel I (1469 a 1521). Também foram encontrados um sino de bronze, datado de 1498, e uma raríssima moeda de prata, chamada de "índio", que foi cunhada a pedido do próprio Dom Manuel, para ser usada no comércio com a Índia, em 1499. Essa relíquia é tão difícil de ser encontrada, que, hoje, só existe outro exemplar dela em todo o mundo.

Vale lembrar que a arqueologia marítima realizada no naufrágio do Esmeralda, nas águas próximas à ilha de Al Hallaniyat, em Omã, segue as regras da Unesco, órgão da ONU para a educação e a cultura, que foram redigidas a partir da Convenção de Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático, realizada em 2001.
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Entre 2014 e 2015, 2,8 mil artefatos do século XV foram retirados do fundo do mar próximo à ilha de Al Hallaniyat, em Omã (foto: YouTube/Reprodução)

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