Militares americanos dizem que Rússia e China preparam 'guerra' espacial

Segundo os representantes do exército dos EUA, os dois países teriam se aliado para montar um sistema capaz de anular ou abater os satélites americanos

por João Paulo Martins 17/03/2016 13:17

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Os Estados Unidos são muito dependentes de seus satélites militares. Por isso, estão com medo de que a Rússia e a China sejam capazes de desativá-los (foto: Pixabay)
Depois que um especialista em estratégia global disse que a Terceira Guerra Mundial estaria próxima, agora, militares dos Estados Unidos declaram que a Rússia e a China estariam se unindo para planejar uma suposta "batalha no espaço".

Em pronunciamento no Congresso americano na terça, dia 15 de março, o general John Hyten, chefe do comando espacial da Força Aérea dos Estados Unidos, fez um alerta de que os principais "adversários" globais dos americanos estariam preparando uma ação conjunta capaz de desativar ou eliminar satélites militares. "Eles conhecem nossa dependência do espaço e sabem da vantagem competitiva que isso provoca. A necessidade de vigilância espacial nunca foi tão grande", afirma Hyten.

Segundo o militar, anos após o fim da chamada Guerra Fria, a China e a Rússia estariam desenvolvendo ferramentas físicas, energéticas e virtuais para "degradar e destruir a capacidade espacial americana". Apesar de não ter provas dessas graves afirmações, o general pede ao Congresso que aprove o novo projeto da Força Aérea americana, que prevê a proteção dos bens dos EUA no espaço contra a "possível agressão estrangeira".

Na mesma sessão, o tenente-general David Buck, comandante do Componente da Junta Funcional, vinculado ao Comando Estratégico dos EUA, foi ainda mais enfático ao declarar que a Rússia e a China se mostram como verdadeiras ameaças aos sistemas espaciais. "O fato é que não existe nenhum aspecto de nossa estrutura espacial e mesmo da estrutura em terra, que não esteja em risco. A Rússia entende nossa dependência no espaço como uma vulnerabilidade que pode ser explorada. E eles [os russos] estão adotando ações deliberadas para fortalecer suas capacidades contraespaciais", alerta Buck.

Ele lembra ainda que em dezembro de 2015, a China criou sua primeira unidade militar dedicada ao espaço e ao ciberespaço, chamada de Forças de Suporte Estratégico, que devem concentrar as primncipais ferramentas de "ataque". "China está desenvolvendo, e tem mostrado isso, uma grande variedade de tecnologias contraespaciais, que incluem mecanismos co-orbitais, jammers terrestres [emissores de pulso elétrico] e lases, todos capazes de destruir satélites", completa David Buck.

O "medo" americano está relacionado principalmente à dependência dos satélites de posicionamento global (GPS). Ao todo, o governo dos EUA possui 19 satélites militares de GPS, que ajudam no posicionamento de tropas e no controle de mísseis e drones. O departamento de Defesa americano já está desenvolvendo uma tecnologia que vai triplicar a força do sinal dos satélites de GPS, o que pode impedir a ação dos jammers terrestres, por exemplo.

(com Agência Sputnik)

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