'Não concordo': cientistas descobrem uma expressão facial universal

De brasileiros a japoneses, passando pelo candidato Donald Trump, todos reagem da mesma forma quando não estão de acordo com algo

por João Paulo Martins 29/03/2016 13:17

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Medicalxpress.com/Reprodução
Segundo pesquisadores americanos, a expressão de "não concordo" seria comum em diferentes culturas do mundo (foto: Medicalxpress.com/Reprodução)
Um trabalho curioso feito por cientistas da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, encontrou uma expressão facial que seria comum em diversas culturas no mundo. Segundo a pesquisa, os seres humanos fariam a mesma "cara" quando querem dizer "não concordo".

Publicado no periódico científico Cognition, o estudo chama de "face do não" a expressão facial em que deixamos as sobrancelhas unidas, os lábios cerrados e o queixo um pouco erguido, para demonstrar que não concordamos com alguma coisa. Essa reação pode ser vista entre pessoas que falam inglês, espanhol, chinês e até mesmo pelos surdos-mudos que utilizam a língua americana de sinais (ou ASL, na sigla em inglês).

Para chegar a essa resposta, os pesquisadores avaliaram 158 estudantes da Universidade de Ohio, que foram colocados em frente a uma câmera e tiveram de conversar enquanto suas expressões faciais eram capturadas em vídeo. Durante as gravações, os cientistas usaram indicadores gramaticais de negação para ajudar um software de computador a analisar as expressões e, assim, chegar a um padrão.

"Sabemos que essa é a primeira prova de que uma expressão facial de resposta negativa a certas opiniões é um elemento integrante e universal da língua", diz o linguista Alex Martinez, coautor do estudo, no artigo de divulgação do mesmo.

Segundo os especialistas, esses sinais seriam fáceis de serem encontrados nas diferentes línguas porque a expressão facial de negação ou agressão faz parte da pré-história da humanidade, ou seja, antecedem a capacidade de comunicação do ser humano.

Ainda de acordo com o estudo da Universidade de Ohio, a chamada "face do não" pode ser criada por três expressões básicas: raiva, nojo e desprezo.

Agora, os linguistas americanos pretendem ampliar a pesquisa, por meio da análise de vídeos no YouTube, feitos por pessoas de diferentes regiões do mundo.

(com Agência Sputnik)

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