Descobertas 40 sepulturas da 18ª dinastia, de Tutankamon, no Egito

O achado arqueológico foi realizado por uma expedição da Universidade de Lund, da Suécia

por Encontro Digital 30/03/2016 11:15

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Os arqueólogos suecos encontraram as tumbas escavadas numa montanha que fica em Aswan, e próxima às margens do rio Nilo, no Egito (foto: Pixabay)
Uma missão de arqueólogos suecos descobriu um conjunto de 40 sepulturas com ossadas que datam da 18ª dinastia de faraós egípcios (de 1295 a 1186 a.C.), na cidade monumental de Aswan, no sul do Egito. Esse período equivale ao reinado de importantes faraós, como Tutmosis I, Hatshepsut, Akenatón e Tutankamon.

Mohamed Afifi, diretor do departamento de Egiptologia do Ministério das Antiguidades do Egito, diz ser de extrema importância a descoberta dos ossos de homens, mulheres e crianças de diversas idades, nas montanhas Al Silsila, em entrevista à agência espanhola Efe, nesta quarta, dia 30 de março. "Memso sem saber a quem pertencem, a descoberta revela a presença da atividade humana nessa zona", destaca Afifi, que aproveitou o momento para anunciar que a investigação da identidade dos restos mortais encontrados em Asuán será iniciada imediatamente.

As sepulturas, situadas na margem oriental do rio Nilo, foram esculpidas em rocha, possuem passadiços escavados no solo e uma ou duas salas quadradas, sem inscrições (hieróglifos) nas paredes. Alguns desses passadiços começam em escadas que conduzem a uma câmara, com uma entrada principal, revela Afifi. Ele acrescenta que é provável que as tumbas tenham sido reutilizadas durante a 19ª dinastia egípcia.

Por sua vez, Nasr Salama, diretor-geral de Antiguidades de Aswan, em comunicado enviado à imprensa, valoriza a descoberta de estruturas como as escadas, pois, segundo ele,  nunca haviam sido descobertas formas como essa na região.

Os peritos da Universidade de Lund também encontraram uma pequena estrutura esculpida na rocha, constituída por duas salas em bom estado e de uma entrada decorada com um disco solar com asas.

A missão sueca, que começou os seus trabalhos nessa área em 2012, já realizou os primeiros trabalhos de limpeza das sepulturas e retirou a areia que as encobria.

De acordo com Salama, as escavações mostraram que o lugar está deteriorado devido à erosão e ao alto nível de água subterrânea.

(com Agência Lusa e Portal EBC)

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