Ave africana é capaz de enganar animais para roubar alimentos

O drongo rabo-de-forquilha faz 'amizade' com uma espécie para, em seguida, usar sinais falsos para roubar as refeições

por João Paulo Martins 01/04/2016 18:09

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YouTube/BBC Earth/Reprodução
O drongo rabo-de-forquilha é uma ave africana muito esperta, que engana outras espécies para conseguir refeições fáceis (foto: YouTube/BBC Earth/Reprodução)
O mundo animal nunca deixa de surpreender. Algumas espécies animais podem fazer coisas que, normalmente, são associadas aos seres humanos. Uma ave que vive na África, por exemplo, é tão inteligente que é capaz de enganar diferentes espécies de animais para roubar suas caças.

Segundo um documentário feito pelo canal de televisão britânico BBC, o drongo rabo-de-forquilha, que vive no deserto de Kalahari, região árida que engloba grande parte de Botswana e partes da Namibia e da África do Sul, possui uma habilidade única: ele faz amizade com espécies diferentes, "promete" ajudá-las contra inimigos, usando sons de alarme quando um perigo é iminente, mas também é capaz de enganá-las, para conseguir alimento fácil.

No documentário britânico, o drongo faz "amizade" com os suricatos, que são animais sociáveis e muito atentos aos perigos que os cercam. O pássaro fica pousado numa árvore, e quando vê algum predador por perto, solta um ruído específico, bem agudo, avisando os "colegas" sobre o perigo imimente. Os bichinhos, então, correm para suas tocas. Assim que o "risco" desaparece, a ave solta um pio diferente, mais grave, e os suricatos logo entendem que tudo voltou ao normal.

A "malandragem" do drongo rabo-de-forquilha entra em ação quando ele vê algum alimento interessante, que foi caçado pelos "amigos" mamíferos. Nesse momento, ele solta mesmo o ruído de alarme, enganando os suricatos, que fogem e deixam a refeição livre para que o pássaro possa roubar.

De acordo com a BBC, os drongos são tão espertos que conseguem "treinar" suas vítimas, tal qual o famoso experimento do fisiologista russo Ivan Pavlov. Ou seja, ele solta o ruído de perigo quando há uma ameaça real, e usa um som diferente quando a situação volta a ficar tranquila. Isso equivale ao tocar do sino usado por Pavlov para avisar que era hora do cachorro comer. O russo percebeu que ao tocar o sino, mesmo sem oferecer alimento, o cão salivava. Pronto, o condicionamento estava completo.

Assista, abaixo, a um trecho documentário da BBC (em inglês) com o exemplo da "malandragem" do pássaro:

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