Saiba mais sobre as 'irritantes' espinhas, que afetam jovens e adultos

Sabia que consumir vitaminas do complexo B pode levar ao surgimento desse problema de pele?

por Encontro Digital 07/04/2016 15:35

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Holisticvanity.ca/Reprodução
Apesar de atrapalharem a estética, não se deve tentar tirar as espinhas de forma nenhuma, diz o médico. O melhor é procurar tratamento com um profissional (foto: Holisticvanity.ca/Reprodução)
Elas podem surgir em todas as idades, de bebês a adultos. Quem não sofreu com um "comedão" que evoluiu para uma "pústula"? Pois é, esses nomes estranhos, na verdade, dizem respeito aos cravos e espinhas, que costumam aparecer na face (na maioria dos casos), ombros e tronco.

Segundo o portal InVivo, da Fiocruz, existem mais de 50 tipos de doenças acnéicas, mas, a forma mais comum é chamada de acne vulgar, que se manifesta sob na forma de cravos (comedões), espinhas (pápulas ou elevações) e pústulas (espinhas contendo pus). Nos casos mais graves, uma simples espinha pode se transformar num abscesso e/ou cisto, dando origem a cicatrizes, em graus variáveis.

A acne, termo genérico utilizado para caracterizar essas lesões, na pele, possui várias causas:

  • Entupimento dos poros por pele morta
  • Aumento da produção de sebo
  • Ação da bactéria Propionibacterium acnes
  • Outras alterações das células do folículo

Como mostra o site da Fiocruz, embora as espinhas apareçam em todas as idades, é na adolescência que elas são mais frequentes. Isso porque, nessa fase, ocorre ajuste fisiológico (aumento e/ou diminuição) dos níveis hormonais. Estes, causam a elevação do número das glândulas sebáceas que, em grande maioria, estão conectadas aos folículos pilosos, e produzem sebo. Acredita-se que, expulso através da abertura dos folículos, o sebo estimule as células da parede interna do poro, o que faz com que elas se desprendam e se agrupem, formando uma espécie de rolha: o tradicional cravo.

Sebo e células favorecem o crescimento bacteriano, no interior do folículo. As bactérias, por sua vez, podem produzir substâncias que causam a ruptura da parede folicular. Conclusão: sebo + bactérias + células descamadas da parede do poros = eritema (vermelhidão), edema (inchaço) e pus, ou seja, uma espinha "vermelhona".

Mitos e cuidados

Como mostra o InVivo, comer chocolate, estresse, lavar o rosto várias vezes ao dia, anticoncepcional, menstruação e produtos de beleza, nada disso causa espinha. No entanto, o mesmo não se pode dizer das vitaminas do complexo B (B1, B2, B6, B12). "É preciso ficar atento a estas vitaminas. Elas estão presentes nos alimentos industrializados e podem causar espinhas", diz o dermatologista Paulo Roberto dos Santos. Além das vitaminas do complexo B, os remédios utilizados no tratamento de tuberculose também podem desencadear a acne.

O dermatologista destaca que, no caso dos chocolates, há casos especiais. "Se uma pessoa é sensível aos chocolates e percebe que, ao comê-los, aparece alguma espinha ou aumenta o número delas, então, é melhor evitá-los". Outra orientação importante é: "nunca se deve manipular, coçar ou espremer as espinhas, nem fazer limpeza de pele em salões de beleza. O melhor é procurar um especialista antes que elas se transformem em lesões mais evoluídas e tragam problemas mais sérios".

O tratamento da acne, segundo o especialista, exige paciência. "Leva de dois a quatro meses para inativar a doença. Depois deste período, é necessário fazer manutenção para consolidar os resultados. O tratamento utiliza produtos tópicos [sobre a pele] e sistêmicos [medicamentos para ingerir]. Já a remoção das cicatrizes só é feita com o auxílio de peeling [soluções de ácidos fortes]", lembra Paulo Roberto.

(com Portal EBC e InVivo - Fiocruz)

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