Dom Joaquim Mol diz que corrupção é um 'câncer' que fere a sociedade

Bispo auxiliar de BH diz que Igreja Católica no Brasil defende punição para os envolvidos em atos de corrupção

por Encontro Digital 08/04/2016 09:17

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Wilson Dias/Agência Brasil/Divulgação
Bispo auxiliar de Belo Horizonte, dom Joaquim Giovani Mol, em conferência da CNBB, sobre a corrupção: "As pessoas consideradas culpadas devem ser punidas rigorosamente" (foto: Wilson Dias/Agência Brasil/Divulgação)
A Igreja Católica está defendendo a punição de todos os envolvidos em atos de corrupção. O posicionamento foi divulgado na quinta, dia 7, durante coletiva de imprensa na 54ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida (SP).

"A CNBB e a Igreja Católica no Brasil consideram que a apuração de toda acusação deve ser implacável, que as pessoas envolvidas devem ser julgadas. As pessoas consideradas culpadas devem ser punidas rigorosamente dentro da legislação que temos no pais", diz dom Joaquim Giovani Mol, bispo auxiliar de Belo Horizonte.

Dom Joaquim Mol afirma ainda que a Igreja repudia com veemência qualquer ato de corrupção. Ele compara os atos ilícitos no Brasil a um câncer que "fere e, mais do que fere, desmancha o tecido social. Em nossa situação é metastase muito espalhada".

Reformas

De acordo com o bispo, o país passa por uma crise estrutural, com o enfraquecimento das instituições. Segundo ele, a CNBB prepara uma nota na qual deverá detalhar a necessidade de reformas política, do judiciário, executivo, previdenciária, tributária e da educação. Para dom Joaquim Mol, é preciso fortalecer as instituições, "de modo que nenhuma crise, até mais difícil que esta, gere rupturas no estado democrático de direito".

O bispo lembra que os católicos representam hoje 64,5% dos brasileiros. Em tamanho, a religião é seguida pelo protestantismo pentecostal, com 18% da população. Dom Joaquim Mol diz ainda que é necessário "se respeitar no país a diversidade religiosa".

(com Agência Brasil)

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