Depressão e ansiedade custam US$ 1 trilhão à economia global, todos os anos

Segundo a OMS, a cada US$ 1 investido no tratamento desses problemas, o retorno econômico chega a US$ 4

por Encontro Digital 13/04/2016 13:40

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Estudo da OMS e do Banco Mundial mostra que depressão e ansiedade acabam afetando diretamente a economia global, ao reduzir a produtividade (foto: Pixabay)
Um estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em conjunto com o Banco Mundial, calcula, pela primeira vez, os benefícios econômicos e também para a saúde de investimentos no tratamento da saúde mental. Segundo o relatório lançado pelas duas instituições, os casos de depressão e de ansiedade geram, por ano, custos à economia global na ordem de US$ 1 trilhão, cerca de R$ 3,5 trilhões.

Mas, para cada US$ 1 investido em tratamento para ansiedade ou depressão, o retorno é de US$ 4, já que os pacientes conseguem ter mais saúde e disposição para trabalhar.

O número de pessoas que sofrem de depressão ou ansiedade no mundo subiu quase 50% entre 1990 e 2013, sendo 615 milhões atualmente. Doenças mentais representam 30% das doenças não fatais.  A OMS calcula que durante situações de emergência, uma em cada cinco pessoas acaba afetada por depressão ou ansiedade.

Produtividade

O estudo analisou ainda o custo para fornecer tratamento a pacientes em 36 países ricos, pobres e emergentes entre os anos de 2016 e 2030. Garantir acesso à psicoterapia e aos medicamentos para depressão custará US$ 147 bilhões.

Mas, os retornos à economia serão ainda maiores. Um aumento de 5% da participação na força de trabalho e na produtividade está avaliada em quase US$ 400 bilhões, enquanto o retorno gerado por benefícios para a saúde seriam de US$ 310 bilhões.

O investimento atual é bem menor do que o ideal. Em média, governos gastam somente 3% do orçamento da área de saúde para tratar as doenças mentais da população.

Acesso

O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, diz  que "apesar de afetar milhões de pacientes no mundo, a saúde mental ainda continua sendo um assunto que está nas sombras".

Por sua vez, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, lembra que é preciso garantir o acesso a serviços de saúde mental a todas as pessoas do mundo.

(com Rádio ONU e Portal EBC)

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