Esqueça os ETs: cientistas dão como nula a chance de se achar outras civilizações inteligentes no espaço

Uma nova fórmula capaz de 'descobrir' a possibilidade de vida inteligente fora da Terra acaba com qualquer otimismo dos apaixonados por extraterrestres

por João Paulo Martins 29/04/2016 10:58

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Esqueça os discos voadores e os seres cinza de olhos grandes: cientistas dizem que não há chance de acharmos extraterrestres vivendo na atualidade (foto: Pixabay)
Você já ouviu falar na Equação de Drake? Ela foi criada em 1961 pelo astrônomo americano Frank Donald Drake, e permite calcular o número de possíveis civilizações alienígenas existentes em nosso universo visível. Um estudo recente, publicado na revista científica Astrobiology, acaba de "atualizar" essa fórmula e a notícia não é nada boa. Segundo os cientistas, a possibilidade de vida inteligente fora da Terra, em nossa época, é nula.

A equação criada por Drake há 55 anos usa diversos parâmetros para se chegar à possível quantidade de vida alienígena no espaço, como, por exemplo, velocidade de formação de novas estrelas e quantidade de planetas "gêmeos" da Terra. "A resposta à pergunta sobre a existência de civilizações avançadas extraterrestres sempre dependeu de três grandes incertezas que existem na equação de Drake. Por exemplo, nós sabíamos quantas estrelas existiam, mas não possuíamos os dados sobre o número de planetas habitáveis e quantos deles poderiam sustentar vida inteligente. Além disso, nós não sabemos com qual frequência surge a vida, como ela se torna inteligente e quanto tempo uam civilização permanece, antes de desaparecer", diz o astrofísico Adam Frank, da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, um dos autores do estudo, em comunicado enviado à imprensa.

Frank, juntamente com seu colega Woodruff Sullivan, tentou racionalizar a equação de Drake, usando dados de exoplanetas "gêmeos" da Terra e a possibilidade de serem habitáveis. As informações foram colhidas das observações do telescópio espacial Kepler nos últimos cinco anos. Esses dados, segundo os cientistas, permitem acabar com a primeira incerteza da equação de Drake.

A segunda e a terceira incertezas da fórmula de 1961, que são a probabilidade da evolução de vida inteligente e o tempo de existência de civilizações até serem extintas, podem ser resolvidas graças ao método conhecido como "pessimismo" cientifico ou, em outras palavras, agindo por contradição.

Como mostram Adam Frank e Woodruff, em vez de pensar nessas incertezas como probabilidades, é possível calcular de forma mais racional, pensando na quantidade de civilizações extraterrestres que provariam que somos a única a ter se desenvolvido na galáxia ou em todo o universo. Com isso, segundo os cientistas, que têm uma visão menos otimista que Frank Drake, os cálculos mostram que as supostas civilizações que apareceram na Via Láctea e nas galáxias vizinhas durante toda a vida do universo (13 bilhões de anos) já teriam desaparecido. No entanto, no futuro, poderíamos encontrar seus vestígios.

"Há uma questão fundamental: a vida já surgiu em qualquer outro lugar? Podemos, agora, pela primeira vez, dar uma resposta empírica. É muito provável que não sejamos o único planeta na história do universo que tenha hospedado vida inteligente", conclui Adam Frank.

Alguns especialistas já haviam feito o cálculo com a Equação de Drake, e forma bem mais "otimistas". O astrônomo e escritor Carl Sagan chegou à possibilidade de termos 1 milhão de civilizações no universo. Já o escritor de ficção científica Isaac Asimov obteve 530 mil. O astrofísico Thomas R. McDonough chegou a 4 mil. E o psicólogo e diretor da revista Skeptic, Michael Shermer, foi bem mais rígido com os dados e, de forma mais "realista", chegou a apenas três civilizações avançadas que poderiam existir fora da Terra.

(com Agência Sputnik)

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