Novas espécies de orquídeas são descobertas na Amazônia

Uma das flores tem apenas 3 mm de comprimento

por Encontro Digital 02/05/2016 09:39

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Jefferson José Valsko/Inpa/Divulgação
A Dichaea bragae é uma das espécies de orquídeas recém descobertas na região de Manaus, no Amazonas (foto: Jefferson José Valsko/Inpa/Divulgação)
Duas novas espécies de orquídeas foram descobertas recentemente nos arredores de Manaus pelo bolsista do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) Jefferson José Valsko. A planta, considerada ornamental e a rainha das flores, está entre as mais procuradas para presentear, decorar residências e ainda como tempero.

As orquídeas encontradas foram batizadas de Dichaea bragae e Anathallis manausesis. Os nomes homenageiam o pesquisador do Inpa Pedro Ivo Soares Braga, já falecido, e que fez importantes estudos sobre a planta na Amazônia.

"A Dichaea bragae é uma planta pêndula, pequena, chegando a 5 cm de comprimento, a flor chega a 5 cm e apresenta uma estrutura chamada labelo, que é uma pétala modificada. É uma estrutura de pouso de insetos polinizadores. Percebemos que o labelo era totalmente diferente do grupo que a gente vinha estudando", explica o biólogo Jefferson, que é mestre em Diversidade Biológica.

Já a flor da Anathalis manausesis, de acordo com o pesquisador, tem apenas 3 mm e sua folha mede menos de 1 cm. Ela é considerada a menor das espécies já descritas. "É uma micro-orquídea, precisou de um microscópio, porque a flor é muito pequena, o seu labelo era muito reduzido, e com pelos, o que diferenciou das espécies já descritas", descreve o bolsista do Inpa.

Segundo o instituto, o Brasil registra mais de três mil tipos de orquídeas. No Amazonas, são cerca de 300. De acordo com o biólogo, as orquídeas da amazônia têm características semelhantes às de outras regiões. Elas podem ser encontradas, principalmente, nas chamadas campinaranas amazônicas, áreas com solos arenosos, e também na copa de árvores.
Jefferson José Valsko/Inpa/Divulgação
A pequena Anathalis manausesis, que tem a flor medindo apenas 3 mm, é considerada uma micro-orquídea (foto: Jefferson José Valsko/Inpa/Divulgação)

"Orquídeas têm preferência, uma necessidade de luz, uma luz difusa. E a copa das árvores é um ambiente ideal para elas. Quando você anda aqui em uma floresta de ombrófila densa, que é uma floresta alta, com árvores de até 25 ou 30 metros, dificilmente você consegue enxergar orquídeas", esclarece Jefferson Valsko.

O pesquisador diz que, por isso, as pessoas acham que é raro encontrar orquídeas na Amazônia. "Essas espécies estão em maior densidade na copa das árvores. Já nas campinaranas, como as árvores são bem mais baixas, você visualiza com facilidade essas espécies".

O bolista explica que as orquídeas são importantes para a natureza porque ajudam no ciclo do carbono, por meio da fotossíntese e da respiração. Além disso, elas atraem insetos polinizadores específicos. "Algumas são polinizadas apenas por abelhas, outras podem ser polinizadas por borboletas, aves ou moscas".

A equipe de Jefferson José Valsko já havia descoberto nos últimos quatro anos outras três espécies de orquídea na Amazônia: Dichae Diminuta, Dichae fusca e a Anathallis roseopapillosa.

(com Portal EBC)

Últimas notícias

Comentários