Suas pálpebras estão 'tremendo' involuntariamente? Entenda o problema!

Especialistas falam sobre essa situação comum, que está ligada, em grande parte, ao estresse

por Vinícius Andrade 02/05/2016 10:03

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Está sentindo as pálpebras "pularem"? Então, é preciso dar um tempo em sua rotina para descansar, desestressar e colocar o sono em dia (foto: Pixabay)
Sabe aquele tremor irritante nas pálpebras, impossível de ser controlado? A má notícia é que ele pode durar dias e é difícil de ser evitado. Se você está sofrendo com esse incômodo, no entanto, não há motivos para desespero. Na grande maioria dos casos ele não oferece transtornos graves, tampouco problemas relacionados à visão. Mas, é bom acender o sinal de alerta, porque, provavelmente, você está no ápice do estresse ou precisa recuperar algumas horas de sono.

O oftalmologista Carlos Augusto de Carvalho explica que esse tipo de espasmo muscular acontece porque os hormônios ligados ao estresse vão parar no sistema nervoso autônomo e acabam levando estímulos para as pálpebras, que passam a ter contrações involuntárias.

"Geralmente, o paciente está num momento de maior estresse, mas, esses tremores não causam prejuízo para a visão", comenta o especialista. A ingestão excessiva de cafeína, idade avançada e excesso de horas em frente ao computador também podem desencadear o problema, segundo o médico.

Existe tratamento?

Para se livrar do incômodo, é comum as pessoas recorrerem a receitas caseiras, como chá de camomila. Carlos Augusto admite que a bebida pode gerar um efeito positivo, já que age como calmante, mas, o oftalmologista afirma que não existe uma receita médica para tratar o problema.

De acordo com o especialista, grande parte dos casos de tremor nas pálpebras não exige a prescrição de receita médica. Porém, em situações mais raras, o problema pode ser relacionado a uma doença, chamada de blefaroespasmo (quando a pálpebra fica tremendo o tempo todo). Nesta situação, o tratamento é feito com injeções de Botox, para paralisar o músculo.

O oftalmologista Luiz Carlos Molinari, professor da UFMG, por sua vez, lembra que essa doença é progressiva, e que em 80% dos casos, grupos musculares faciais e do pescoço também são afetados. "Os sintomas pioram com o estresse, a fadiga e a luz forte", diz o médico. O blefaroespasmo afeta mais as mulheres do que os homens, numa proporção de 3 para 1, conforme o professor.

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