Qual a diferença entre fome e vontade de comer?

Especialista esclarece a diferença entre as duas e relata os malefícios de uma alimentação exagerada

por Da redação com assessorias 09/05/2016 11:50

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Como mostra o especialista, muitas vezes, por questões emocionais, consumimos alimentos de forma arbitrária, sem levar em conta a necessidade do organismo (foto: Pixabay)
A obesidade, doença que já atinge quase metade da população brasileira, segundo o Ministério da Saúde, tem diversas causas. A relação entre a fome verdadeira e a simples vontade de comer é um desses fatores. Isso porque devido à crescente incidência de males como ansiedade, estresse e depressão, muitos estão descontando todas as frustrações e problemas diários na comida e, consequentemente, ingerindo uma quantidade de alimentos bem maior do que organismo precisa para viver.

A fome é um dos instintos mais primitivos que existe, mas, muitas pessoas acabam confundindo e não sabem diferenciá-la do desejo de comer. Segundo o médico gastroenterologista Bruno Sander, a fome é definida como a sensação fisiológica que o corpo percebe quando necessita de alimento para manter suas atividades inerentes à vida. Além disso, ele acrescenta que a fome pode ter dois tipos: a física e a emocional. "A fome física é a necessidade fisiológica do nosso corpo em ingerir energia. Já a fome emocional é um sentimento [desejo] que nos faz ingerir determinados tipos de alimentos, sem que necessariamente estejamos precisando", completa o especialista.

Ainda de acordo com o médico, a vontade de comer pode surgir principalmente por fatores emocionais relacionados a momentos de estresse, ansiedade, tristeza ou simplesmente pelas circunstâncias, como a presença do alimento ou uma oferta feita por alguém.

Por isso, não conseguir controlar a fome pode trazer malefícios. "Muitas pessoas comem mesmo sem fome, por conta de determinadas emoções. Sinais como ganho de peso e o conhecido "efeito sanfona" são as principais consequências desta prática. Sensações como tristeza, raiva ou culpa não melhoram depois que comemos. Ao contrário, depois de comer demais, para compensar estes sentimentos, vem a frustração e a sensação de fracasso", alerta Bruno Sander.

Culpa

Conforme o gastroenterologista, a vontade de comer, que ultrapassa o limite aceitável e leva à obesidade, é uma armadilha difícil de se evitar. Ela gera um círculo vicioso de culpa e baixa auto-estima que pode fazer a pessoa se "afundar" cada vez mais nos alimentos. Isso tudo sem contar o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, pressão alta e colesterol que a obesidade acarreta. Para quebrar o círculo vicioso da comida, o médico garante que o tratamento ideal envolve uma equipe multidisciplinar que inclui o profissional da Medicina, um nutricionista e um terapeuta. Tudo isso, claro, sem dispensar a atividade física.

Ele completa que é fundamental entendermos que, na maioria das vezes, o nosso corpo não precisa de tantas calorias quanto ingerimos. "Em média, o nosso metabolismo basal [quantidade mínima de energia para manter as funções vitais do organismo em repouso] é de cerca de 1,5 mil a 2,5 mil calorias por dia".

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