Jovem de 15 anos encontra cidade maia 'perdida'

Sem sair de casa, o canadense William Gadoury diz que se baseou nas estrelas para fazer a descoberta

por João Paulo Martins 10/05/2016 15:39

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Académie Antoine-Manseau/Reprodução
Com apenas 15 anos, o canadense William Gadoury usou um calendário astronômico e o Google Earth para descobrir uma cidade maia "perdida" na península de Yucatán, no México (foto: Académie Antoine-Manseau/Reprodução)
Um jovem estudante da cidade de Quebec, no Canadá, virou notícia em todo o mundo após divulgar uma descoberta impressionante. Usando imagens de satélite e um calendário astronômico, William Gadoury, que tem apenas 15 anos, encontrou uma cidade maia "perdida". Essa é uma das mais importantes civilizações pré-colombianas, e habitava a América Central e parte do México.

Segundo o adolescente, ele se baseou na teoria de que os maias construíam suas cidades levando em conta as constelações. "Eu não entendia porque os maias construíam suas cidades longe de rios, montanhas e de solos férteis. Eles deviam ter alguma razão para isso. Como adoravam as estrelas, resolvi verificar a hipótese de que levavam em conta os astros", revela William Gadoury ao jornal francês Libération.

Apesar da importante descoberta ter sido divulgada apenas este ano, o jovem canadense investiga a relação entre os maias e as estrelas há três anos. Para chegar a uma conclusão, ele usou o programa Google Earth. William interligou as estrelas de 22 constelações conhecidas pelos maias, formando um traçado geométrico que, em seguida, foi colocado sobre o mapa da península de Yucatán, no México. Como ele previa, as estrelas mais brilhantes coincidiram com a localização das 117 cidades maias situadas nessa região.

Imagens de satélite da Nasa, da Agência Espacial Canadense e da Agência Espacial Japonesa já confirmaram que, realmente, existe uma pirâmide e cerca de 30 construções no local apontado pelo jovem como a localização da cidade "perdida". Aliás, ela já ganhou um nome. William Gadoury batizou seu achado de K'áak'chi, que, em maia, significa "boca de fogo".

O adolescente ainda não conseguiu confirmar sua descoberta in loco, devido ao alto custo da viagem. Mas, um grupo de arqueólogos já se dispôs a analisar a região e comprovar a existência de K'áak'chi na península de Yucatán.

(com Agência Sputnik)

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